O Google, maior site de buscas do mundo, poderá encerrar suas operações na China no dia 10 de abril, segundo reportagem veiculada ontem pelo jornal estatal "China Business News".
De acordo com a publicação, a empresa norte-americana poderá fazer na segunda-feira um anúncio oficial de seus planos em relação ao país asiático.
No dia 12 de janeiro, a companhia surpreendeu o mundo e o governo Pequim com o anúncio de que poderia fechar o google.cn, seu site em chinês, caso não chegasse a um acordo com as autoridades locais para operar sem o crivo da censura.
Desde então, representantes do governo afirmaram em diversas ocasiões que empresas estrangeiras devem obedecer às leis do país e deixaram claro que não há possibilidade de acordo com o Google nesse ponto.
Apesar de ter condicionado sua permanência no país à suspensão da censura, o site apontou como razão para sua possível saída uma série de ataques de hackers que operam a partir da China.
O comunicado divulgado em janeiro disse que essas ações levaram ao roubo de propriedade intelectual do Google e atingiram pelo menos outras 20 companhias norte-americanas.
A eventual saída do país de uma das maiores empresas do mundo representa um duro golpe para a imagem da China como destino preferencial de investimentos estrangeiros.
Essa posição começou a ser abalada em agosto do ano passado, quando quatro executivos da mineradora australiana Rio Tinto foram presos sob a acusação de roubarem segredo de Estado, uma das mais graves do país _posteriormente a denúncia foi modificada para corrupção e roubo de segredo de empresas, punidos com penas mais brandas.
O julgamento dos funcionários da Rio Tinto está marcado para a segunda-feira e é será observado de perto por empresas estrangeiras que realizam negócios na China, onde o Judiciário não possui nenhuma independência em relação ao Partido Comunista.
O caso Google também se transformou em um forte ingrediente do recente aumento das tensões no relacionamento entre a China e os Estados Unidos. Poucos dias depois que a empresa anunciou que poderia deixar o país asiático, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, fez um contundente discurso em defesa da liberdade do fluxo de informações na internet, no qual criticou nominalmente a China.
Quando criou o google.cn, em 2006, o site de buscas concordou em incorporar a seu sistema os mecanismos de censura de Pequim, que bloqueiam o acesso a temas considerados "sensíveis" pelas autoridades locais, entre os quais estão a independência de Taiwan, o dalai-lama, a controvérsia sobre o Tibete e a seita falun gong, banida do país nos anos 90.
Na época, havia a expectativa de que as autoridades chinesas iriam com o tempo tornar mais flexíveis os limites da censura e ampliar o acesso às informações online. Mas ocorreu exatamente o contrário.
Desde 2008, sites como Youtube, Twitter e Facebook são inacessíveis na China. Nesse período, também aumentou a repressão aos dissidentes, que culminou com a condenação a 11 anos de prisão do ativista de direitos humanos Liu Xiabo, em dezembro.
Os sinais de que o Google está prestes a concretizar sua ameaça de deixar a China cresceram nos últimos dias. Há uma semana, o "Financial Times" publicou reportagem, com fontes não identificadas, segundo a qual há uma probabilidade de "99,9%" de o google.cn deixar de existir.
Na quarta-feira, jornais chineses disseram que clientes do Google haviam recebido comunicado de que a empresa encerraria suas atividades no país no fim de março.
Fonte: AE
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o Senado deve definir ainda este ano a polêmica acerca das distribuições do royalties do petróleo, tentando evitar uma “disputa fratricida entre irmãos”.
No entanto, em reunião do conselho de administração da Petrobras nesta sexta-feira (19), Dilma afirmou não ter certeza se os senadores tomarão a decisão antes ou após as eleições.
A ministra reiterou ainda a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual “tinha sugerido que não se apresentasse agora neste ano de 2010 os projetos de royalties, que se deixasse para discutir sem as emocionalidades que cercam essa questão”.
Senado apto a decidir
Descartando qualquer interferência do governo após a aprovação no Senado, Dilma disse que a Casa possui todas as condições de encontrar a solução sobre a questão dos royalties.
Projeto
Por fim, a ministra afirmou que o governo fez as avaliações necessárias para analisar os aspectos jurídicos e técnicos, bem como a importância para os interesses dos estados, com base nos preceitos da Constituição, as quais determinam que os produtores sejam contemplado de maneira diferenciada.
“O projeto que foi para a Câmara e infelizmente foi derrotado contemplava essas duas questões: uma era dar para os estados produtores uma sinalização de recursos maiores, porque assim a Constituição previa, e para os demais estados e municípios era mudar a lógica até então vigente e distribuir recursos”, disparou.
Fonte: infomoney
O número de emplacamentos de automóveis importados registrou aumento de 6,9% em fevereiro, frente ao mês anterior. No segundo mês do ano, 5.422 unidades foram emplacadas. Frente ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 170,8%.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (19), se referem às 22 marcas filiadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores).
Atacado
Segundo a associação, em fevereiro também foi registrado aumento nas vendas do atacado, de 18,7%, considerando as 22 afiliadas. Ao todo, foram comercializadas 6.640 unidades, contra 5.596 de janeiro.
Na comparação com o mesmo período de 2009, o aumento ficou em 225%. No atacado, em fevereiro do ano passado, foram vendidas 2.043 unidades.
Anual
Considerando o desempenho do primeiro bimestre deste ano, com relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 168,7% no total de emplacamentos. Ao todo, 10.495 unidades foram emplacadas no último bimestre, contra 3.906 dos dois primeiros meses de 2009.
Já em relação às vendas no atacado, houve acréscimo de 212,7% no primeiro bimestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano passado, já que, neste ano, foram comercializadas 12.236 unidades e, em 2009, 3.913.
Fonte: infomoney
As principais bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira (19), impulsionadas pelas ações do setor financeiro e repercutindo as análises feitas pelas agências de classificação de risco S&P (Standard & Poor’s) e Fitch.
Os papéis do Lloyds disparam mais de 7% na bolsa de Londres, após o banco prevê um bom lucro para este ano em função da retomada do fluxo de negócios e a queda dos empréstimos de maior risco na composição da carteira de crédito.
O cenário mais otimista para o setor sustenta a alta dos bancos RBS (+5,60%) e Barclays (+2,03%) na bolsa londrina, assim como na Alemanha, com Commerzbank (+1,60%) e Deutsche Bank (+1,50%).
Ratings em foco
Depois do alerta dos analistas da Moody´s, foi a vez da Fitch reiterar sua preocupação com a classificação soberana de Reino Unido e Estados Unidos. Segundo a equipe da Fitch, a crise global “deteriorou” os fundamentos que sustentam o rating AAA dado aos países.
Já a agência S&P mostrou-se preocupada com o progresso da economia grega nos próximos anos, principalmente do setor financeiro. Segundo os analistas, os bancos enfrentarão um cenário “desafiador” em função do momento da economia, fato que eleva a probabilidade de corte das notas de crédito das instituições nos próximos meses.
Confira as cotações
O índice FTSE 100 da bolsa de Londres se destaca, subindo 0,46% e atingindo 5.669 pontos. Já o CAC 40 da bolsa de Paris negocia em leve alta de 0,46% chegando a 3.956 pontos, enquanto o DAX 30 da bolsa de Frankfurt valoriza-se 0,23% a 6.026 pontos.
Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em leve alta de 0,28%, atingindo a 2.922 pontos.
As principais bolsas da Ásia iniciaram o pregão de sexta-feira (19) em alta, repercutindo o avanço do Dow Jones durante as negociações no ocidente.
O índice Nikkei 225 de Tóquio opera com alta de 0,38% após os primeiros minutos de negociação, com destaque para as ações da Sony, que já sobem 2,33%.
Enquanto isso, a bolsa de Sydney registra alta de 0,17% logo após o início dos negócios de sexta-feira.
A agenda desta sexta-feira (19) não traz indicadores relevantes no cenário interno. Com isso, o destaque fica com a divulgação do balanço corporativo da Petrobras, após o fechamento do mercado. No front externo, também morno, foco para o Quadruple Witching.
Cenário externo
Nos Estados Unidos, ocorrerá o Quadruple Witching, em que quatro vencimentos importantes ocorrem de maneira simultânea: contratos futuros de índices acionários, contratos futuros de ações, opções sobre índices e opções sobre ações.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Polícia Federal (PF) firmaram hoje convênio para atuação conjunta na prevenção e combate ao crime no mercado de capitais. O convênio dará mais agilidade e efetividade ao combate aos crimes no mercado.
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Paulo Corrêa, disse que a PF está mudando sua forma de atuação no mercado de capitais e quer aumentar seus conhecimentos e capacitação nessa área. "A Polícia Federal quer deixar de atender ponto a ponto, caso a caso e ter uma capacidade sistêmica instalada (no mercado de capitais)", afirmou.
Com a atuação em conjunto, os processos administrativos da Comissão poderão se beneficiar de provas obtidas em investigações criminais pela Polícia Federal. Em um caso desse tipo, escuta telefônica feita pela PF mediante autorização da Justiça pode vir a subsidiar uma investigação da CVM, segundo a presidente do órgão regulador do mercado de capitais, Maria Helena Santana.
"Temos certeza de que precisamos evoluir na capacidade de detecção e qualificação de provas no mercado de capitais, em áreas difíceis como a de informação privilegiada e manipulação de mercado", disse Maria Helena.
Por sua vez, o procurador-chefe da Procuradoria Especializada da CVM, Alexandre Pinheiro, ressaltou a possibilidade de compartilhamento de provas. "Uma vez saindo um resultado, ele pode ser usado pelas três esferas: administrativa, civil e penal", disse. O diretor de combate ao crime organizado da PF, Roberto Troncon, também falou da importância de aumentar a capacitação da PF com o convênio para "buscar efetivamente prova mais qualificada".
O acordo não ficará no campo das intenções e não é bom negócio investir em crimes que possam atingir o mercado de capitais, segundo Corrêa. "A partir de hoje começamos a interagir mais com a CVM para buscar conhecimentos e respostas rápidas e eficazes para que o setor de mercado de capitais fique protegido", afirmou Corrêa, referindo-se a seminário hoje na CVM entre funcionários da PF e da CVM.
Pinheiro lembrou que a CVM já tem um convênio com o Ministério Público e que esses acordos funcionam também estabelecendo uma linha direta de interlocução entre os órgãos que dá mais velocidade aos processos. "É o famoso telefone vermelho", brincou.
O procurador recordou um caso de 2007, em que o contato telefônico entre a CVM e o MP permitiu que em um prazo curto, de apenas dois dias, fossem bloqueados recursos de quatro pessoas. O caso em questão diz respeito à companhia Ipiranga e atualmente os envolvidos respondem a ação civil pública que corre em sigilo de justiça.
O convênio tem também efeito de sinalização, de acordo com Pinheiro. Não só para desestimular o crime, mas também para estimular a apresentação de propostas de ajuste por parte dos investigados. "Se a pessoa comparece, tem condições de dialogar com as duas instituições para resolver a vida. Ganha-se a possibilidade de falar com o Estado de uma vez", disse.
De acordo com ele, além dos termos de compromisso da CVM para terminar com processos administrativos, é possível ao Ministério Público propor a suspensão de processos na Justiça mediante uma prestação alternativa como forma de ajuste. "Se houver sinceridade de propósito, o MPF estará aberto a discutir a suspensão de processo", afirmou.
Fonte: AE
A decisão do Copom de manter a Selic em 8,75% ao ano, anunciada na noite da última quarta-feira (17), frustrou os analistas do JP Morgan, que avaliam que o início do ciclo de alta da taxa básica de juro já devia ter se iniciado.
“O adiamento da alta da Selic eleva os riscos inflacionários – o que, por sua vez, poderia levar a uma alta mais forte da taxa de juro”, aponta o banco norte-americano – que prefere não fazer previsões mais específicas sobre a política monetária do País até a divulgação da ata do Copom, na próxima quinta-feira (25).
Entretanto, o consenso do mercado parece apontar o início do ciclo para a próxima reunião do Comitê. “E acreditar que os lucros corporativos não serão impactados pelo aperto monetário parece uma ‘doce ilusão’”, apontam os analistas Emy Cherman, Ben Laidler, Brian Chase e Vinay Joseph.
Com isso em mente, o JP Morgan avalia o que esperar do mercado acionário brasileiro para o próximo mês, e projeta as reações de setores à primeira alta da Selic.
Selic mantida também prejudica
A expectativa pela reunião do Copom trouxe instabilidade aos mercados – em especial, aos ativos ligados ao mercado doméstico. “A reação das ações à manutenção da taxa pode ser positiva no curto prazo, mas com a inflação em alta, o ciclo da Selic agora se mostra um risco ainda maior ao mercado brasileiro de renda variável”, apontam os analistas.
Com a inflação em alta, é possível que a elevação da Selic seja mais acentuada – o que poderia prejudicar o crescimento do País. “Além disso, o ciclo da taxa de juro poderia se estender – e quanto mais longo for o ciclo, maiores as incertezas, e maior a pressão nos mercados”, conclui o JP Morgan.
Quem ganha e quem perde com o início do ciclo de alta
Tomando como base os ciclos anteriores da Selic, o banco faz uma análise de quais os setores respondem melhor ao início das altas na taxa de juro básico brasileiro.
Nos ciclos vistos nos últimos 10 anos – que, em média, mostraram elevação de 300 pontos-base ao longo de 7 meses – a alta da Selic não ditou o rumo dos mercados de maneira geral. “A composição do Ibovespa faz com que haja uma relação baixa entre o ciclo de alta da Selic e o desempenho do mercado”, afirma o banco.
Entretanto, há setores que respondem negativamente à elevação da taxa básica de juro. Um exemplo são os setores ligados à economia doméstica.
Por outro lado, os ativos de empresas de bens de consumo não-duráveis tendem a mostrar bom desempenho após a alta da Selic, assim como as ações ligadas a commodities e ao setor financeiro.
“O ciclo pode ser um pouco diferente desta vez”, alerta o banco, citando os valuations em alta e a Selic em sua mínima histórica.
Recomendações para o Brasil
O JP Morgan ressalta que classifica o Brasil como “neutro” em seu portfólio de América Latina, com recomendação “underperform” (abaixo da média do mercado) para os setores ligados a economia doméstica e “overweight” (acima da média do mercado) para os segmentos ligados a commodities. “As commodities tem mais apoio na recuperação global e baixas taxas de juros nos EUA por um período prolongado, enquanto os setores domésticos devem se prejudicar com a alta da taxa de juro”, conclui o banco.
Fonte: infomoney
Dias depois de aparecer na lista da revista Forbes como a 8ª pessoa mais rica do mundo, saltando 53 posições no ranking, o bilionário Eike Batista enfrenta o mercado e o humor dos financistas. Profissionais do setor têm dito que as empresas dele embutem o “risco X”, expressão citada no Valor Econômico desta quinta-feira.
O “risco X” ironiza uma idiossincrasia de Eike, de colocar a letra “X” no nome de todas as suas empresas, simbolizando sua intenção de multiplicar os valores. Depois que a OSX cortou dois terços da previsão do volume a ser captado na Bolsa, investidores estão com receio de se concentrar excessivamente nas companhias do bilionário, afirma o jornal.
Para outro diário especializado, o Brasil Econômico, o mercado está “mais seletivo” e acaba de dar “o primeiro ‘chega pra lá’ nas empresas X”. Para a reportagem, “os coordenadores da oferta podem ter exagerado um pouco na ideia do ‘X’”.
No exterior, a reação não foi muito diferente. “Investidores estão preocupados com a companhia. A principal questão é que a OSX é altamente dependente do sucesso de sua empresa irmã OGX. Por causa desse cenário, investidores estão puxando o preço das ações para baixo”, afirmou ao Wall Street Journal um analista que preferiu não se identificar.
Já o jornal britânico Financial Times foi mais brando, entendo o recuo da OSX como resultado de um momento do mercado brasileiro de ações, e não simplesmente como uma decorrência do “risco X”. O FT cita três razões para o “nervosismo” no mercado brasileiro: primeiro, o fato de já ter subido muito nos últimos meses; depois, a quase certeza de que a taxa básica de juros subirá nos próximos meses, tornando as ações menos atraente; por último, a suposição de que “a festa das commodities” pode estar esfriando.
Fonte: AE
O número de cheques devolvidos em fevereiro foi o menor em 13 anos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Voltaram 1,607 milhão de cheques no Brasil, o menor número absoluto desde março de 1997, quando foram devolvidos 1,419 milhão de cheques.
Considerando o número de cheques devolvidos em relação ao total de compensados, no entanto, a taxa de fevereiro manteve-se estável em relação a janeiro, em 1,85%. É o patamar mais baixo em 17 meses, desde setembro de 2008. A estabilidade da relação entre cheques compensados e devolvidos nos dois primeiros meses, apesar do menor número absoluto de fevereiro, é explicada pelo fato de que, em fevereiro, também foram compensados 86,69 milhões de cheques, quase 4 milhões de cheques menos que os 90,58 milhões de janeiro.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a queda no número de cheques devolvidos é consequência do crescimento econômico, em especial o registrado a partir do segundo semestre de 2009. O aumento dos níveis de emprego e renda são fatores determinantes para a queda na inadimplência.
Estados - Pela segunda vez seguida em 2010, o Amapá lidera o ranking com o maior porcentual de cheques devolvidos, com 13,59%, ante 11,93% registrados em janeiro. Roraima (10,15%), Maranhão (9,31%) e Acre (8,29%) vieram em seguida. Também pela segunda vez no ano, São Paulo é o Estado com o menor porcentual, 1,41%, seguido pelo Rio de Janeiro (1,54%), Santa Catarina (1,62%) e Paraná (1,65%). A Região Norte registrou o maior porcentual de cheques devolvidos, 4,39%, e a Região Sudeste marcou o menor índice, 1,53%.
Fonte: AE
O Ibovespa Futuro abre em leve alta de 0,05%, aos 70.200 pontos, com os investidores repercutindo a decisão de juro do Copom (Comitê de Política Monetária) e à espera de dados nos Estados Unidos.
Os membros decidiram por cinco votos a três pela manutenção da taxa básica em 8,75% ao ano, como também alteraram significativamente o teor do comunicado em relação ao avanço da inflação, elevando a expectativa quanto o aumento da Selic na próxima reunião.
Nos Estados Unidos, o mercado acompanhará de perto a divulgação da inflação ao produtor e o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana, todos marcados para 9h30, horário de Brasília.
Posições em aberto na BM&F
Até o pregão de quarta-feira (17), os investidores institucionais (fundos de pensão, fundos de investimentos e bancos de investimentos) tinham posições vendidas em aberto de 72,28 mil contratos de Ibovespa Futuro e compradas de 45,55 mil contratos, ou seja, um saldo negativo de 26,73 mil contratos.
Na outra ponta do mercado estão os investidores estrangeiros, que tinham posições compradas em aberto de 70,69 mil contratos de índice futuro e vendidas de 45,41 mil, o que garante um saldo positivo de 25,28 mil contratos.
Os contratos futuros dos mercados acionários norte-americanos operavam em leve queda nesta quinta-feira (18), em meio à possibilidade de a Grécia recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e no aguardo da divulgação de números de inflação e emprego.
Aumentam os indícios de que a Grécia pode procurar o FMI, caso o plano de resgate que está sendo avaliado por autoridades europeias fracasse ou não seja suficiente para ajudar a combater o forte déficit fiscal grego, que é o maior da União Europeia.
Agenda
Às 9h30 (horário de Brasília), o Departamento de Trabalho divulga os números do CPI (Consumer Price Index) de fevereiro, índice inflacionário que considera uma cesta fixa de bens e serviços, e os pedidos de auxílio-desemprego do país na última semana.
Também nesta sessão, às 11h, o Conference Board publica o Leading Indicators, relatório que traz a compilação de diversos indicadores já publicados, como permissão para construção, custo da mão-de-obra e auxílio-desemprego.
Nike
As ações da Nike subiam perto de 4% no pré-market, após a empresa ter divulgado na véspera que seu lucro mais que dobrou, superando as expectativas.
Os ganhos líquidos subiram para US$ 496,4 milhões, ou US$ 1,01 por ação, no trimestre encerrado em 29 de fevereiro. No mesmo período do ano anterior, o lucro ficou em US$ 243,8 milhões, ou US$ 0,50 por ação. Analistas esperavam ganhos em torno de US$ 0,89 por ação.
As principais bolsas europeias operam em baixa nesta quinta-feira (18), com investidores realizando os lucros auferidos nos últimos pregões e avaliando o cenário corporativo, com atenção especial ao setor financeiro.
As ações do RBS (Royal Bank of Scotland) recuam cerca de 3% após o banco controlado pelo governo britânico afirmar que a dívida dos fundos de pensão controlados subiu 46% na passagem anual e tal tendência ascendente deve persistir no longo prazo.
O recuo dos papéis do RBS influencia os ativos do setor financeiro na bolsa de Londres, como Lloyds (-2,20%), Barclays (-1,27%) e HSBC (-1,15%). Destaque também para as mineradoras, que sofrem com o movimento de realização de lucros.
Em Paris, os papéis da petroquímica Total registram desvalorização próxima de 2% em resposta à recomendação de venda proferida pelos analistas do Goldman Sachs nesta manhã.
Grécia em foco
Michael Meister, porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel, sugeriu que a Grécia peça ajuda ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para saldar suas dívidas pendentes, em mais uma manifestação contrária do país em prol de um aporte emergencial, trazendo nova apreensão aos mercados.
Confira as cotações
O índice CAC 40 da bolsa de Paris negocia em leve baixa de 0,29% e atinge 3.946 pontos, enquanto o DAX 30 da bolsa de Frankfurt cai 0,09%, chegando a 6.024 pontos.
Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em leve baixa de 0,35%, atingindo a 2.921 pontos.
Na agenda desta quinta-feira (18), dados sobre a inflação são destaque no cenário interno, que tem agenda tranquila. Nos EUA, CPI (Consumer Price Index), que mede os preços ao consumidor, e Initial Claims, que traz novos pedidos de auxílio-desemprego, merecem destaque, além do Leading Indicators.
No Brasil
No Brasil, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulga o IGP - 10 (Índice Geral de Preços - 10) de março, que se assemelha aos outros IGPs, mas tem um período de coleta dos dados diferenciado: do dia 11 do mês anterior ao dia 10 do mês de referência.
Cenário externo
O Departamento de Trabalho norte-americano traz os dados do Consumer Price Index (CPI), que considera uma cesta fixa de bens e serviços. O mesmo órgão ainda divulga o Core CPI, o índice de inflação mais acompanhado pelo mercado financeiro, já que exclui itens considerados voláteis, como alimentação e energia.
Ainda nesta quinta, será divulgado o Initial Claims semanal até o dia 13 de março, com os pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana. O Federal Reserve da Filadélfia divulga ainda o Philadelphia Fed Index, que mede a atividade industrial na região.
O Leading Indicators, organizado pela Conference Board, também será divulgado na sessão. O relatório traz a compilação de diversos indicadores já publicados, como permissão para construção, custo da mão-de-obra e auxílio desemprego.
Os presidentes do Fed de Kansas City, Thomas Hoenig, de Richmond, Jeffrey Lacker e de Cleveland, Sandra Pianalto, participam de painel sobre o papel do sistema bancário no crescimento econômico local, em conferência da ABA (Associação Americana de Banqueiros). Ainda na Associação, Elizabeth Duke, membro do Fed, e Sheila Bair, presidente do FDIC, falam sobre relações governamentais.
O confisco da poupança, decorrente do plano Collor 1, já aconteceu há 20 anos, mas ainda influencia os investidores brasileiros. A afirmação é da doutora em psicologia econômica, Vera Rita de Mello Ferreira.
"Muita gente que passou pelo confisco ainda hoje tem receio de investir. E mesmo quem não passou ativamente pelo confisco sofre as consequências. O filho de alguém que teve seu dinheiro bloqueado e ouviu durante muitos anos o pai comentando como aquilo dificultou a vida deles também vai ficar receoso na hora de investir, é natural", afirma Vera.
A doutora ainda completa: "no ano passado, com a queda dos juros, a poupança voltou a ser um bom investimento para quem queria alocar seu dinheiro em renda fixa. Com isso, muita gente migrou dos fundos para a poupança. Para limitar esse movimento, o governo anunciou que estudava fazer mudanças na poupança. Esse anuncio assustou muita gente, e todo mundo se questionou se haveria novo confisco. Alguns até retiraram seu dinheiro de lá. Isso prova que, embora já faça 20 anos, ainda há uma dor e um medo muito presente nos brasileiros".
Medo de perder
Ainda segundo a especialista, há uma explicação para que fatos negativos relacionados ao dinheiro sejam tão marcantes para as pessoas.
"Existe uma teoria do psicólogo israelense - prêmio Nobel de Economia - Daniel Kahneman, chamada teoria do prospecto, que explica essa situação. Segundo ela, os seres humanos não gostam de perder e, para eles, a sensação da perda é duas vezes pior do que a situação boa de ganhar. Por exemplo, uma pessoa que perde R$ 50 ao andar na rua sente duas vezes mais do que uma pessoa que fica alegre por achar R$ 50 na rua", conta.
De acordo com Vera, é com essa teoria que se pode explicar o fato de que alguns investidores que obtiveram um grande lucro em alocações em renda variável, mas depois amargaram perdas, lembrem-se mais desse momento e se sintam receosos de voltar a investir na modalidade.
Superando o medo
Na opinião de Vera, quem se sentir amedontrado em investir em determinada modalidade, em razão de traumas surgidos em situações passadas, deve tentar superar esses medos para não ter sua vida financeira prejudicada. "Tem gente que escuta de profissionais que, para o perfil dele, o melhor investimento é a Bolsa, mas tem receio de perder tudo como ouviu o vizinho dizendo. Situações assim podem atrapalhar que a pessoa tenha uma vida melhor e, portanto, é preciso que a pessoa se esforce para superar", conta.
Segundo ela, o mais eficaz é conversar com pessoas que tiveram experiências diferentes em seus investimentos. "Se a família toda se prejudicou com o confisco do Collor, não adianta conversar com pai, mãe ou irmão sobre o medo de deixar seu dinheiro na poupança. É preciso conhecer gente que teve boas experiências e então pesar os prós e os contras. Em casos mais graves, eu aconselho até que o investidor procure um profissional da área de psicologia", finaliza.
Fonte: infomoney
A Vale captou € 750 milhões por meio de uma emissão de bônus de oito anos a 99,564% do valor de face, oferecendo um yield (taxa de retorno) de 4,441%, de acordo com uma fonte.
O yield final foi menor do que tinham antecipado os observadores do mercado e representou um prêmio de 140 pontos-base sobre os mid-swaps. Os novos bônus carregam um cupom (juro nominal) de 4,375% e vencem em 24 de março de 2018.
A transação foi coordenada pelo BNP Paribas, Crédit Agricole, HSBC Holdings e Banco Santander.
Os recursos captados com a emissão serão utilizados para propósitos corporativos em geral. Os bônus da Vale possuem classificação Baa2 pela Moody's, BBB+ pela Standard & Poor's e BBB pela Fitch.
Fonte: infomoney
A Caixa Econômica Federal anunciou na manhã desta quarta-feira que clientes com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão a partir de quinta, usar recursos da conta para amortizar, liquidar e pagar parte das prestações de consórcio imobiliário. A medida já havia sido aprovada pelo Conselho Curador do FGTS no final de 2009 e esperava regulamentação do banco federal.
Segundo o banco, a novidade estará disponível para os clientes que já tenham sido contemplados com a carta de crédito e adquirido o imóvel. Para poder usar os recursos, a conta do FGTS e a titularidade da cota do consórcio devem estar no mesmo nome, o imóvel precisa ser residencial urbano e deve ter sido comprado com a carta de crédito do consórcio. Interessados devem procurar a administradora do consórcio.
Outra regra é a que o imóvel adquirido deve estar na localidade onde o cliente trabalha ou reside há mais de um ano. Nas regiões metropolitanas, também é permitido usar o FGTS em residências nas cidades vizinhas. O cliente não pode ser dono de outro imóvel no local, nem ter em seu nome financiamento ativo do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) em qualquer parte do Brasil na data de compra da residência. O FGTS só pode ser usado para o abatimento no consórcio para imóveis com valor de até R$ 500 mil.
Continuam, ainda, os outros usos já permitidos para os recursos do FGTS como destinar o saldo do fundo para dar lance no consórcio ou completar o valor da carta de crédito.
Fonte: AE
Os mercados norte-americanos mantêm a trajetória positiva na tarde desta quarta-feira (17), acompanhando os comentários sobre a decisão do Federal Reserve e novos índices de inflação.
Em sua reunião na última terça-feira (16), o Fomc (Federal Open Market Committee) optou por manter a taxa básica de juro no patamar de 0% a 0,25% ao ano. As atenções voltaram-se então às mudanças no comunicado anexo à decisão, que trouxe uma perspectiva de melhora do mercado de trabalho e estabilização do mercado imobiliário.
“Para ir um passo além e sinalizar um aumento no juro básico, nós suspeitamos que os membros do comitê precisam estar confortáveis que a inflação está nos patamares mínimos ou irá parar de desacelerar”, argumentam os analistas do Citigroup.
Nesse sentido, os dados divulgados pelo Departamento de Trabalho nesta manhã ajudaram a reforçar o otimismo. O PPI (Producer Price Index) caiu 0,6% em fevereiro, depois de um aumento de 1,4% em janeiro. As projeções do mercado apontavam uma queda menor, de 0,2%.
Os investidores ainda avaliam as palavras de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, que afirmou que o Banco Central dos Estados Unidos deve supervisionar instituições de todos os tamanhos, para que possa regular os mercados e a economia.
Na cena política, atenção para a aprovação do projeto de lei que institui estímulos fiscais de US$ 17,5 bilhões para a criação de empregos no país. Seguindo a passagem pela Casa dos Representantes, o texto foi aprovado pelo Senado e segue para as mãos do presidente Barack Obama.
Commodities continuam impulsionando
O desempenho positivo do mercado de commodities segue fornecendo novos impulsos às ações de empresas norte-americanas. Acompanhando a forte alta dos metais, a Alcoa vê seus papéis subirem 5,80% em Nova York.
As petrolíferas também registram valorização, após um relatório do Departamento de Energia mostrar alta dos estoques de petróleo do país em linha com o esperado pelo mercado e queda nas reservas de gasolina. As ações da Exxon Mobil e da Chevron se destacam, com altas respectivas de 1,74% e 1,34%.
Cenário corporativo
As ações da BlackRock subiam quase 5,40%, após o Credit Suisse ter elevado a avaliação dos papéis da empresa para “desempenho acima do mercado”, ante “neutra”.
Os papéis do CIT Group também avançavam mais de 4%, após a instituição - que pediu concordata no ano passado - ter divulgado que seu valor contábil aumentou para US$ 41,99 por ação, número maior que o previsto e 16% maior que o preço de suas ações.
O pedido de concordata pode chegar também à Blockbuster, mergulhada em mais de US$ 850 milhões de dívidas. As ações da empresa despencavam mais de 40% há pouco.
Fonte: infomoney
O Federal Reserve, optou novamente na última terça-feira (16) pela manutenção do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, menor patamar de sua história, indicando que deve sustentá-lo por um tempo prolongado, embora já aponte um momento positivo na recuperação econômica.
A notícia é um dos principais destaques nos jornais e cadernos de economia desta quarta-feira. Veja também as demais manchetes referentes a economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:
O Estado de S. Paulo
B1 - Projeto aumenta liberação no setor aéreo e eleva fatia do capital externo;
B6 - Maiores bancos preveem alta do juro já;
B7 - Fed manterá juro baixo por período prolongado;
B12 - Captação da OSX, de Eike, pode ser inferior ao previsto
B12 - CVM aplica multa de R$ 500 mil a acionista da Sadia.
Folha de S. Paulo
Dinheiro - Sadia diz que operações com câmbio são regulares;
Dinheiro - Fed vê melhora na economia americana;
Dinheiro - EUA pressionam para manter subsídio;
Dinheiro - Mercado: CVM aplica multa de R$ 500 mil a filho de acionistas da Sadia;
Dinheiro - MPX anuncia plano de R$ 3,4 bilhões na Colômbia.
O Globo
Economia - BC japonês afrouxa política monetária, mas mostra divisão.
Jornal do Brasil
Economia - Minerva fecha filiais em Goiás.
Valor Econômico
A3 - Setor privado pressiona Obama a evitar sanção;
B6 - Steel do Brasil fará captação de até US$ 800 milhões;
B6 - Lupatech obtém contrato da Petrobras;
B8 - Petrobras descobre novo campo de óleo leve em SE;
C2 - Sem surpresa, Fed mantém juro baixo nos EUA;
C7 - Bradesco capta US$ 750 milhões no exterior;
C8 - S&P elogia plano da Grécia; euro e bônus se recuperam;
D4 - OSX reduz preço de ação para fechar oferta;
D6 - CVM multa ex-sócio da Sadia em R$ 500 mil por "insider".
As principais bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira (17), em linha com a valorização de aproximadamente 1% dos contratos futuros de cobre e petróleo nos mercados internacionais, que também são impulsionados por dados econômicos favoráveis no Reino Unido.
Fresnillo (+3,15%), Xstrata (+2,36%), Kazakhmys (+1,76%), Rio Tinto (+1,57%) e Eurasian Natural Resources (+1,60%) lideram o movimento de alta das mineradoras na bolsa de Londres, apesar da redução de recomendação proferida pelos analistas do Société Générale.
Em relatório publicado nesta manhã, a equipe do banco francês rebaixou de compra para manutenção os papéis das mineradoras Rio Tinto e BHP Billiton, como também reduziu a recomendação para a Antofagasta, esta de manutenção para venda.
Na Alemanha, as ações do banco Commerzbank registram valorização de 2,46%, enquanto os papéis da Siemens mais de 3% após o jornal alemão Handelsblatt revelar que a companhia pretende elevar a produtividade de suas unidades com investimentos em tecnologia.
Economia em foco
O número de pedidos de auxílio-desemprego realizados no Reino Unido recuou inesperadamente em fevereiro, animando os investidores, uma vez que os analistas esperavam ligeira alta para o mês passado.
Destaque também para a minuta da última reunião do Banco da Inglaterra, que revelou unanimidade dos membros em manter o plano de ajuda ao sistema financeiro avaliado em US$ 304 bilhões.
Confira as cotações
O índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt se destaca, subindo 0,64% e atingindo 6.009 pontos. Já o CAC 40 da bolsa de Paris negocia em alta de 0,57% chegando a 3.961 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres valoriza-se 0,47% a 5.647 pontos.
Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em alta de 0,73%, atingindo a 2.927 pontos.
Os principais índices acionários da Ásia iniciaram suas operações de quarta-feira (17) em alta, seguindo as indicações dos mercados ocidentais.
O índice Nikkei 225 de Tóquio opera com alta de 0,82% depois dos primeiros minutos de negócios, com destaque para as ações da Mazda Motors, que já registra valorização de 3,35%.
Por sua vez, a bolsa de Sydney sobe 0,64% passado o início da pregão, refletindo a alta das commodities nas sessões ocidentais.
Na agenda desta quarta-feira (17), os investidores ficarão especialmente atentos a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que define a taxa básica de juro do País. No cenário externo, foco para preços ao produtor nos EUA e reunião do Bank of Japan, que também define os rumos da política monetária.
No Brasil
A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga nesta quarta-feira seu Índice de Preços ao Consumidor referente à segunda quadrissemana de março.
Ainda no Brasil, o Copom define a taxa básica de juros do País. Embora a última edição do relatório Focus demonstre que o mercado aposta em manutenção da Selic em 8,75% ao ano, existem vozes dissonantes, que acreditam em elevação de 50 pontos-base já nessa reunião.
Cenário externo
O Departamento de Trabalho dos EUA divulga o PPI (Producer Price Index), que mede o preço cobrado pelos produtores. Também é divulgado o Core PPI, formado com exceção aos preços de alimentação.
Ainda nesta quarta-feira, a EIA (Energy Information Administration) divulga a medição dos Estoques de Petróleo. Em destaque, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala ao Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes sobre supervisão bancária. Já o presidente regional do Fed de Dallas, Richard Fisher, participará de painel sobre à resposta do euro e do dólar à crise.
Haverá ainda o segundo e último dia de reunião do Bank of Japan, sobre a condução da política monetária do país. Além disso, será publicada a minuta da reunião do Bank of England.
Com as condições oferecidas pelas grandes empresas, no que diz respeito a salários e oportunidades de desenvolvimento na carreira, os profissionais brasileiros mais brilhantes acabam deixando de lado o empreendedorismo, de acordo com o sócio-diretor da Piccini & Fumis Consulting and Management, Marcos Piccini.
Apesar disso, quando esses profissionais são questionados sobre o que gostariam para suas carreiras, grande parte responde “abrir um negócio próprio”, atividade que fica nas mãos, muitas vezes, de pessoas sem qualificação. No Brasil, segundo Piccini, existem três tipo de empreendedores: os sem oportunidade, os oportunistas e os que “pensam grande”.
Empreendedores no Brasil
Os empreendedores sem oportunidade são aqueles que, por não terem conseguido ocupar um posto em uma empresa, partiram para um novo negócio. “Pouco qualificados, muitos fracassam ou gerem o negócio com o único objetivo de sobreviver, causando, assim, pouco impacto econômico”, explicou.
Já os empreendedores oportunistas possuem qualificação e ambição, mas vivem da busca constante de oportunidades pontuais e da agilidade e coragem de investir nelas. O problema deste perfil é que ele não quer montar algo duradouro, sendo seu vínculo puramente financeiro: faturar o máximo no menor tempo possível.
Os empreendedores que “pensam grande”, por sua vez, são diferenciados devido ao seu caráter e comportamento, não necessariamente pela sua qualificação. Eles são ambiciosos, mas querem construir algo sólido e sustentável. Para isso, não contam com apoio do governo nem justificam suas dificuldades por conta da ausência deste suporte.
Esses empreendedores, se munidos de estímulo e de líderes que não se acomodam, farão de seus negócios estruturas realmente diferenciadas e de grande impacto na economia do País. “É desse tipo de empreendedor que o cenário econômico precisa. Precisamos formar uma geração de brasileiros que se sintam mais seguros em empreender no País”, afirmou Piccini.
Fonte: infomoney
Aproxima-se uma das datas comemorativas mais suculentas do ano: a Páscoa. Além dos coloridos e variados ovos de chocolate, também fazem parte da festa os almoços no domingo.
Porém, o consumidor deve ficar atento, pois as compras de produtos típicos neste ano vão demandar mais gastos. Isso porque os preços praticados pelos supermercadistas estão, em média, 5,2% mais caros do que em 2009. No ano passado, o índice foi 6,8% superior ao de 2008.
Já o aumento nos preços pagos pelos supermercadistas junto aos fornecedores foi de 6,8%, índice inferior ao do ano passado (10,6%).
De acordo com o presidente da Abras, Sussumo Honda, mesmo com a elevação nos preços pagos aos fornecedores, os supermercadistas optaram por absorver esse aumento, sem repassá-lo integralmente aos consumidores.
Os dados fazem parte do levantamento realizado pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e divulgado nesta terça-feira (16).
Variação dos preços de alguns produtos
Para se ter uma ideia, o bacalhau, produto mais procurado para o evento, será encontrado nas prateleiras dos estabelecimentos com um valor 3,5% mais caro. Já o vinho importado apresenta uma variação maior no preço, estando 9% mais caro.
Fonte: infomoney
Empresas de capital aberto terão de prestar informações periódicas e eventuais em sua página na internet a partir do próximo ano.
A regra consta na Instrução 480, que foi publicada em dezembro do ano passado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que estabelece regras de registro de emissores de valores mobiliários admitidos à negociação em mercados regulamentados.
De acordo com a superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, Luciana Dias, a medida foi tomada porque a primeira coisa que o investidor faz quando quer informações do emissor é recorrer à página da empresa na internet.
“A informação deve estar disponível lá por três anos e será exigida a partir de 1º de janeiro. Portanto, o emissor, durante 2010, vai ter de organizar o site”, afirmou.
Prática x regra
A Instrução 480 determina que somente o emissor registrado na categoria A coloque e mantenha as informações na página na internet.
Eles são as empresas autorizadas a negociar quaisquer valores mobiliários em mercados regulamentados. Além disso, existe a categoria B, formada pelas empresas que negociam em mercados regulamentados valores mobiliários que não sejam ações, certificados de depósito de ações ou valores mobiliários que se convertam ou confiram o direito de adquirir esses títulos.
Segundo Luciana, algumas empresas já colocam as informações na internet, por ser uma maneira de atender aos pedidos do investidor, mas elas não colocam todos os dados. “Às vezes, é só um material comercial”, explicou.
Com a nova instrução, as empresas são obrigadas a fornecer informações pela web, conforme o que for solicitado pela CVM.
Fonte: infomoney
O Ibovespa Futuro abre o pregão desta terça-feira (16) em alta de 0,50%, aos 69.800 pontos, com os investidores na expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve e pelo desempenho do setor imobiliário dos EUA em fevereiro.
O Departamento de Comércio norte-americano divulga nesta manhã o Housing Starts, que reporta o número de casas que começam a ser construídas no país e o total de autorizações para construção de novos imóveis. Mais tarde, às 15h15, horário de Brasília, o Fed atualiza o juro básico norte-americano e deve falar mais sobre o plano de retirada de estímulos econômicos.
Posições em aberto na BM&F
Até o pregão de segunda-feira (15), os investidores institucionais (fundos de pensão, fundos de investimentos e bancos de investimentos) tinham posições vendidas em aberto de 70,71 mil contratos de Ibovespa Futuro e compradas de 41,83 mil contratos, ou seja, um saldo negativo de 28,87 mil contratos.
Na outra ponta do mercado estão os investidores estrangeiros, que tinham posições compradas em aberto de 74,37 mil contratos de índice futuro e vendidas de 47,46 mil, o que garante um saldo positivo de 26,91 mil contratos.
As principais bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira (16), impulsionadas pelas ações do setor financeiro e de mineração, além da expectativa em torno da reunião do Federal Reserve.
Em Londres, as ações do RBS (Royal Bank of Scotland Group) sobem mais de 2%, após notícia do jornal britânico Financial Times afirmar que o banco irá reestruturar sua dívida, com o objetivo de fortalecer seu caixa.
Destaque também para os papéis do Barclays, com alta próxima de 2%, em função do último relatório publicado pelo Morgan Stanley sobre o setor bancário europeu, qual classificou o Barclays como top pick entre os bancos do continente.
Depois de recuar forte nos últimos pregões, as ações do setor de mineração ganham força nesta manhã, lideradas por Eurasian Natural Resources (+2,60%), Antofagasta (+1,89%), Kazakhmys (+1,62%) e Rio Tinto (+1,20%).
Economia em foco
Os ministros de finanças europeus firmaram um acordo, na segunda-feira (15), para ajudar a Grécia resolver o impasse quanto a sua dívida pública. Segundo as autoridades, os governos atuarão de maneira rápida para ajudar o país, caso necessário.
Nesta manhã, foi divulgada a confiança do consumidor alemão durante o mês de março, que apresentou queda para 44,5 pontos no período. Apesar do fraco desempenho frente fevereiro, quando marcou 45,1 pontos, o resultado superou as expectativas de 43 pontos.
Enquanto na Zona do Euro, a inflação ao consumidor avançou 0,9% em fevereiro, praticamente em linha com o registrado em janeiro, quando acelerou 1,0% na passagem trimestral.
Contudo, o grande destaque do dia fica para o fim da reunião de política monetária do Federal Reserve, marcada para as 15h15, horário de Brasília. O mercado aguarda novos sinais do colegiado quanto ao ritmo de retirada dos estímulos monetários fornecidos em meio à crise financeira.
Confira as cotações
O índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt se destaca, subindo 0,84% e atingindo 5.953 pontos. Já o CAC 40 da bolsa de Paris negocia em alta de 0,83% chegando a 3.923 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres valoriza-se 0,67% a 5.631 pontos.
Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em alta de 0,91%, atingindo a 2.897 pontos.
Na agenda desta terça-feira (16), o destaque fica com o segundo dia de reunião do Fomc, nos EUA, e o primeiro dia de reunião do Copom, no cenário interno. Além disso, no Brasil, investidores devem ficar atentos ao fim do período de reserva para a oferta de ações da OSX e da Renova Energia.
Além disso, no cenário externo, dados do setor imobiliário, além dos preços de importação e exportação, dominam o foco.
Cena Interna
Nesta terça-feira acontece o primeiro dia de reunião do Copom, que decide o rumo da taxa básica de juro (Selic) do País. De acordo com o relatório Focus, a taxa deve ser mantida nos atuais 8,75% ao ano, mas alguns analistas acreditam na possibilidade de um aumento da taxa de juros já nessa reunião. Além disso, investidores observarão o comunicado, que pode dar mais sinais sobre a estratégia de retirada dos estímulos à economia.
Ademais, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga nesta terça seu Índice de Preços ao Consumidor referente à segunda quadrissemana de março.
Cenário externo
O Departamento de Comércio dos EUA divulga nesta terça-feira o Housing Starts, que reporta o número de casas que começam a ser construídas no país. O Departamento de Comércio também divulga o total de autorizações para construção de novos imóveis nos EUA.
Haverá ainda divulgação do Export Prices, com exceção da agricultura, devido aos subsídios, e do Import Prices, que não mede os preços do petróleo, por causa da volatilidade.
Ainda na agenda, o Fomc anuncia a taxa básica de juros nos EUA. Embora analistas descartem aumento da taxa, existe a expectativa se a autoridade monetária irá alterar o compromisso de manter os juros "em níveis excepcionalmente baixos por um longo período de tempo".
Além disso, o Bank of Japan se reúne para definir a política monetária e a taxa de juro básico para o país.
O Ministério da Justiça anunciou, nesta segunda-feira (15), Dia Internacional do Consumidor, o lançamento de dois projetos para levar às pessoas conhecimento sobre os direitos assegurados no Código de Defesa do Consumidor, que completa 20 anos.
"Cerca de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe C nos últimos anos, e se tornaram novos consumidores. É muito frustante para eles terem problemas no mercado de consumo. É preciso um programa intenso de defesa deste público, cada vez mais", disse o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
Projetos
O DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) oferecerá um curso destinado a quem tem interesse de conhecer os direitos como consumidor e na relação com as empresas, segundo a Agência Brasil.
Os interessados podem se inscrever gratuitamente nos Procons entre os dias 7 e 11 de maio, nos 26 estados e no Distrito Federal. O curso será entre 2 de junho e 7 de julho e terá duração de 40 horas, com direito a certificação.
O segundo projeto é a divulgação de roteiros gravados em vídeos que chamarão a atenção para as questões de consumo, como a água, os transportes, o crédito, a destinação do lixo e os critérios sobre o consumo de energia elétrica e alimentos.
Primeiramente, os vídeos serão apresentados nos Procons. Depois, serão exibidos por meio de TV a cabo.
Reclamações
Os segmentos de cartões de crédito e de telefonia são os campeões de reclamações do consumidor. De acordo com o diretor do DPDC, Ricardo Morishita, quando as administradoras de cartões de crédito cobram taxas indevidas, elas devem ser denunciadas para que sejam multadas.
No setor de economia, as dificuldades para conseguir a portabilidade do número do telefone, assegurada por lei, e para a troca de aparelhos são responsáveis pela maioria das reclamações.
Segundo o ministro da Justiça, a entrada no mercado de consumo de 30 milhões de brasileiros que saíram da linha da pobreza aumentou o serviço das empresas, o que significa o reforço no aumento da vigilância sobre as relações de consumo.
Fonte: infomoney
O GP Investimentos fechou, na noite desse domingo, 14, um acordo para formação de um consórcio entre seu laticínio Leitbom e as empresas Glória e Ibituruna, pertencentes à Laep, controladora da Parmalat. "Trata-se do ensaio para uma fusão das companhias", disse ao Estado uma fonte que acompanhou as negociações. Caso a fusão se concretize no futuro, as participações acionárias de cada lado já estão definidas: O GP ficaria com 60% e a Laep com 40%.
Com a formação do consórcio, a operação do GP no setor de lácteos dobrará de tamanho. Sua capacidade de captação de leite saltará de 1 milhão de litros por dia para 2 milhões.
Segundo os termos da parceria, os três laticínios passarão a realizar compras e fabricar e distribuir produtos em conjunto através de uma entidade jurídica específica. Essa nova empresa já nasce com oito fábricas: uma originária da Ibituruna localizada em Governador Valadares (MG), duas da Glória em Votuporanga e Guaratinguetá (SP) e cinco unidades da Leitbom entre os estados de Goiás e Pará. Juntos, os três laticínios terão 5% do mercado de lácteos do País.
A gestão do grupo será do GP Investimentos. Marcus Elias, controlador da Laep, não participará das decisões.
Para o GP, a associação traz duas grandes vantagens. A primeira está na possibilidade de usar a marca Parmalat nos produtos da Leitbom. A segunda é a chance de acessar os mercados consumidores de São Paulo e Minas Gerais. Hoje, a distribuição da Leitbom está concentrada em Goiás e em algumas áreas do nordeste.
Os laticínios da Laep também vão melhorar a sua distribuição. Segundo fontes próximas, a empresa encontra, hoje, dificuldades para entregar todos os pedidos de varejistas.
Fonte: AE
Mais uma vez cancelada a tão esperada reunião do governador Wellington Dias (PT) para definição do candidato a sucessão no estado e para definição se ele vai ser mesmo candidato a senador ou não! Para alguns esse clima de indefinição afeta, e muito, a imagem de W.Dias e de todo o blocão govenista. Você concorda?
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