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12/03/2010 08:00:00

Gestão Educacional

10/03/2010 - Estratégia: Executivos usam o jogo de cartas para desenvolver habilidades de gestão.

O americano Chris Fergunson é PhD em ciências da computação. Também americana, Annie Duke é formada em língua inglesa e psicologia. Vanessa Rousso, franco-americana, é bacharel em economia e fez especialização em ciências políticas. O libanês Sam Farha graduou-se em administração de empresas. O irlandês Phil Laak tem um diploma de engenheiro mecânico e já atuou no mercado de ações e no de investimentos imobiliários. Já o iraniano Shawn Sheikhan é um empresário bem sucedido, dono de uma rede de lojas de tabaco e de estúdios de tatuagem. Mesmo com origens, formações e histórias tão diferentes, não é raro esse pessoal se encontrar em um dia de trabalho. Na mesa de pôquer.

O currículo de grande parte dos jogadores profissionais, como os mencionados acima, deixa claro que o pôquer está longe de ser um mero jogo de cartas onde as coisas se resolvem na sorte - especialmente na modalidade Texas Hold´em, a preferida por 9 entre cada 10 adeptos. Com a recente popularização do pôquer on-line e as transmissões pela televisão dos milionários torneios internacionais, jovens universitários e executivos experientes descobriram no jogo uma maneira de aperfeiçoar habilidades consideradas essenciais no mundo dos negócios. Entre elas estão visão estratégica, raciocínio lógico, autocontrole, concentração e leitura do ambiente.

Para os mais céticos, os fãs do jogo frequentemente citam Bill Gates. Em sua autobiografia, o empresário não só creditou ao pôquer sua aguçada capacidade de avaliar e processar informações rapidamente como revelou que a Microsoft deu seus primeiros passos graças ao dinheiro conseguido na mesa, quando tinha apenas 19 anos.

Tudo no pôquer envolve tomada de decisão. É preciso saber quando aumentar uma aposta, quando pagar pra ver e quando desistir, por exemplo. "Isso, sempre levando em conta a sua posição na mesa, as probabilidades de sair uma determinada carta e as combinações possíveis, além dos movimentos dos adversários e como eles se comportaram nas rodadas anteriores", afirma Henrique Bello. Formado em administração e com MBA em finanças-mercados de capitais pela FGV do Rio de Janeiro, Bello deixou um emprego em um banco de investimentos para se dedicar exclusivamente ao site Universidade do Poker, criado por ele em 2008 e que conta com o apoio do portal internacional Full Tilt, um dos maiores do gênero.

Além de manter um serviço de assinaturas com videoaulas e dicas de profissionais, o site organiza o Desafio Universitário. Na segunda edição, no ano passado, o evento teve cerca de 10 mil estudantes inscritos de todo o país. O vencedor, Andersen Waqued, de 21 anos, é aluno de administração na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e faturou um carro Fox 0 Km e um notebook. "O melhor jogador é aquele que consegue mais informações em menos tempo e, sobretudo, que saiba usá-las mesmo sob pressão. No mundo dos negócios é a mesma coisa", teoriza Waqued. O estudante conta que havia deixado o pôquer de lado quando entrou na universidade, mas a paixão pelo jogo voltou com força total quando um professor de economia descobriu suas habilidades com as cartas e pediu algumas aulas particulares.

Para Waqued, embora existam outros jogos de estratégia que podem ser relacionados com o mundo corporativo, o pôquer é o mais completo devido ao número de variáveis que podem interferir no resultado. "No xadrez, por exemplo, todas as informações estão no tabuleiro. No pôquer você não sabe as cartas do seu adversário e, na maioria das vezes, fica sem saber", ressalta. Isso porque no Texas Hold"em, cada jogador recebe duas cartas e precisa combiná-las com outras cinco comunitárias, que são abertas na mesa - três no "flop", uma no "turn" e a última no "river". Cada etapa dessas é intercalada com apostas.

De acordo com Henrique Bello, em cerca de 70% das vezes o jogo termina com a desistência dos adversários durante as apostas, sem que os jogadores precisem de fato mostrar o que têm em mãos. "É a prova de que a habilidade supera a sorte", diz. Essa característica do jogo, inclusive, inspirou o livro "The Poker MBA: Winning in Business No Matter What Cards You"re Dealt" (Vencendo nos Negócios Independentemente de Suas Cartas), lançado em 2002. Nele, os autores Jeffrey Gitomer e Greg Dinkin exploram os aspectos de risco e recompensa existentes tanto no pôquer quanto nos negócios, além da importância de saber se recuperar de uma perda, controlar o fluxo de caixa e blefar.

O professor Charles Nesson leciona direito em Harvard e também acredita que o jogo pode trazer muitos benefícios à educação. Ele é fundador e presidente da Global Poker Strategic Thinking Society, um grupo que reúne universidades como Harvard, UCLA, Stanford, Wharton e Dartmouth, e tem como objetivo usar o pôquer nas salas de aula para desenvolver futuros administradores e advogados. "As pessoas aprendem a pensar por si próprias, a lidar com os recursos disponíveis e a exercitar a paciência", afirma. Além de visitar e promover eventos nas universidades, a organização criada por Nesson oferece seminários sobre o tema em escolas do ensino médio e em comunidades carentes, inclusive para crianças. "O pôquer é um caminho para ensinar matemática aos jovens, além de ser uma excelente metáfora para a vida." De acordo com ele, o fato de existirem apostas em dinheiro relacionadas ao jogo não deve ser encarado como uma coisa negativa. "Você pode aprender muito e se divertir apenas com a lguns centavos", diz.

Formado em direito, o curitibano Alexandre Gomes já se beneficiou das habilidades desenvolvidas no pôquer em sua curta carreira na advocacia. "Fiquei mais atento aos detalhes, aprendi a identificar os pontos fracos dos meus adversários e a extrair o máximo de valor em cima disso. E, claro, a representar quando estou blefando. Coisas que todo bom advogado precisa saber", diverte-se. Em 2007, após três anos atuando como advogado, ele decidiu fazer do pôquer, até aquele momento apenas um "hobby lucrativo", sua principal atividade. Hoje, aos 27 anos, ele é o jogador brasileiro mais bem sucedido no circuito mundial e o único do país a ganhar torneios importantes como o World Series Of Poker (WSOP) e o World Poker Tour (WPT) que, somados, renderam a ele uma premiação de cerca de US$ 2 milhões.

Fora isso, Gomes conta com o patrocínio do site internacional PokerStars, um dos mais famosos entre os jogadores, e lançou recentemente na internet a TV Poker Pro, onde ensina fundamentos e discute estratégias com assinantes. "O público é bastante variado, mas tenho recebido muito retorno de universitários, gente que trabalha com mercado financeiro, executivos e até diretores de multinacionais", diz. A próxima empreitada do jogador será a criação de um curso intensivo de três dias em sua cidade natal. "Vamos analisar situações e fazer estudos de casos. A intenção, porém, é que o conteúdo transcenda o jogo em si e aborde também situações do cotidiano que vivemos fora das mesas".

Recentemente, Gomes foi convidado para participar da banca de uma monografia que tratou sobre os aspectos matemáticos e estatísticos do pôquer. Nos Estados Unidos, onde o jogo já está consolidado, o professor Charles Nesson realiza palestras para sua turma de alunos de direito de Harvard com Howard Lederer, jogador profissional de renome e um dos criadores do site Full Tilt.

Gomes espera que o Brasil possa seguir o exemplo. "Aos poucos, o jogo está sendo mais bem compreendido no nosso país. Pretendo, no futuro, falar sobre o pôquer e todas as suas nuances também no meio acadêmico."

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24/02/2010 08:00:00

Educação para empreendedores

Uma tradição da Escola Americana do Rio de Janeiro preconizava que todo ano era feita a eleição do aluno mais simpático, o mais inteligente, e assim por diante. Em 1957, Jorge Paulo Lemann, aos 17 anos, foi eleito pelos colegas como o que mais teria chances de ser bem-sucedido. Anos depois, havia se formado na conceituada Faculdade de Economia de Harvard, passado por um estágio no banco internacional de investimentos Crédit Suisse e ganhado torneios profissionais de tênis. Em 1971, Lemann comprou uma corretora, a Garantia, que deu o pontapé inicial numa cultura de liderança totalmente diferente do que havia no Brasil. Em vez de tempo de casa e apadrinhamentos, o modo de gestão implantado por Lemann valorizava resultados. As expressões-chave eram meritocracia, formação de líderes e transformação de funcionários em sócios. Há pelo menos três décadas, Lemann é parceiro de negócios de Marcel Telles e Carlos Alberto Sucupira, que ajudaram a formar essa cultura empresarial. Mas faz er escola, para os três, foi além da metáfora. Eles decidiram torná-la parte da educação de talentos desde cedo.

Hoje, Lemann, Sucupira e Telles somados têm um império invejável – do qual fazem parte AmBev, Americanas.com e Submarino – e um patrimônio filantrópico também importante. Muitas das instituições que o trio apoia são dedicadas à educação e têm como princípios fundamentais valorizar o mérito, a ambição profissional e a intelectual. Na Fundação Lemann, que existe desde 2002, o olhar é sobre o panorama da educação, como modernizar os sistemas públicos de ensino no Brasil e aproximar o desempenho dos estudantes do de alunos de países mais desenvolvidos. Um dos estudos encomendados pela fundação, por exemplo, levantou dados sobre a legislação que permitia faltas aos professores da rede pública de São Paulo. Dos 210 dias letivos do ano, entre licenças, faltas abonadas e outras situações previstas por lei, é facultado ao professor se ausentar 183. Com o estudo, a fundação elaborou propostas para incentivar a produtividade e a eficiência, como gratificações financeiras para quem se de staca e plano de carreira baseado no desempenho. “Temos dois milhões de professores dando aula. Mas a falta de competitividade da nossa mão de obra é tão grande que chega a dar aflição. Eles não têm boa formação”, afirma Ilona Becskeházy, diretora-executiva da instituição. “Vai demorar entre três e cinco gerações para mudar o cenário.”

Na lógica de incentivar espíritos empreendedores, outra empreitada de Lemann, Telles e Sucupira é a Fundação Estudar, criada em 1991. Totalmente meritocrática, tem por objetivo oferecer bolsas de graduação e pós-graduação para estudantes com alto potencial. Em média, quatro mil estudantes se candidatam a cada ano para cerca de 40 bolsas. “O número varia de acordo com a quantidade de bons candidatos inscritos”, afirma Thais Junqueira, diretora-executiva da fundação. As áreas de concessão das bolsas começaram na expertise do trio, economia e negócios, em que poderiam identificar claramente talentos, e se expandiu para políticas públicas, ciências exatas e tecnologia. “Uma vez que o estudante ganha a bolsa, estabelece um vínculo para a vida toda. Acompanhamos a faculdade, oferecemos orientação profissional”, diz Thais. Depois de formado, o bolsista ajuda novos alunos. É o que faz o ex-bolsista e administrador Plínio Ribeiro, que voltou há dois anos do mestrado em Nova York, na U niversidade de Columbia, onde aprimorou conhecimento na área de conservação de florestas. “Agora eu apoio a fundação. Acho fundamental a rede de relacionamento entre os bolsistas e os líderes”, diz Plínio. O ex-bolsista, junto com outros sócios, dedica-se à Biofílica, empresa de gestão de florestas. “Estamos desenvolvendo uma lógica de negócios nova, para uma empresa privada se inserir na gestão de uma grande área florestal.”

Talentos na base da pirâmide não ficam de fora. Seguindo a mesma lógica, o Instituto Maria Telles (Ismart) concede bolsas de estudo em escolas de excelência em São Paulo a jovens de baixa renda que tenham alto potencial de aprendizado. “É um aluno diferenciado, que aprende mais rápido, curioso, determinado, motivado para estudar, e que tem grande envolvimento na tarefa”, descreve Inês França, gerente técnica do Ismart. O programa atende adolescentes a partir do sétimo ano do ensino fundamental e, se o aluno mantiver o desempenho esperado, garante a bolsa até o final do ensino médio. A ajuda pode ser estendida se ele for aprovado numa universidade de excelência nas áreas que o Ismart apoia. “Cerca de 80% dos alunos terminam o ensino médio e conseguem a bolsa”, afirma Inês. Como os estudantes vão para escolas numa realidade socioeconômica muito distante da que saíram, há um acompanhamento psicológico de cada um para evitar problemas na educação formal. Os dois primeiros anos tê m turno dobrado: um período é na escola em que o aluno já estava matriculado e o outro em adaptação no colégio particular. Essas iniciativas são bons exemplos de como propagar a cultura da liderança.
 

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23/02/2010 08:06:00

Educação precisa de 7% do PIB para que o país decole

A previsão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Brasil se tornará a quinta maior economia mundial em cerca de dez anos tende a não se concretizar, caso se mantenham os desembolsos em educação, segundo especialistas.

"Da forma como o governo tem investido no setor, qualitativa e quantitativamente, não há meios de chegar a quinta posição, principalmente por escassez de mão-de-obra qualificada", analisa Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE).

Segundo ele, seria necessário ampliar os investimentos totais (governo, estados e municípios) da média de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano para 7%. "Este é o mínimo adequado para sustentar crescimento nacional acima de 5% no longo prazo. Há países que aplicam 12% do PIB", calcula.

Um fator que reforçará o caixa para ações no setor é a extinção da Desvinculação de Recursos da União (DRU), medida que injetará R$ 7,5 bilhões ao ano no segmento a partir de 2011, conforme expectativa do Ministério da Educação. Tal mecanismo permitia que 20% dos recursos públicos da área fossem utilizados livremente pelo Executivo.

Mais importante que volume, porém, é o direcionamento dos recursos. "O Brasil gasta o mesmo em proporção do PIB que a Coreia, por exemplo, que é a quinta região com a melhor qualidade de ensino do mundo, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa)", diz economista Naércio Menezes Filho, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).

Ele destaca que, atualmente, os gastos com ensino superior são seis vezes maiores que com educação básica (infantil, fundamental e ensino médio). "Essa proporção já foi muito maior. Em 2000, a disparidade chegava a onze vezes e, desde 2007, vem se reduzindo."

Um dos principais problemas dessa política de distribuição está na quantidade de pessoas atingidas pelo sistema. De acordo com dados da a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os alunos de curso superior somam menos de 3% do total de estudantes do país.

"O ensino básico carece de recursos, enquanto o governo federal foca sua atuação no segmento que menos demanda investimentos, o ensino superior", avalia Magalhães.

A OCDE aponta que o Brasil possui um dos menores aportes por aluno, considerando todos os níveis educacionais, entre 30 países. A média global é de US$ 7,5 mil. O Brasil investe US$ 1,5 mil. As demais regiões que estão abaixo de US$ 3 mil são o Chile (US$ 2,6 mil), México (US$ 2,4 mil) e Rússia (US$ 2 mil).

A matemática da educação

Com a crise financeira internacional, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), uma das principais fontes de recurso do setor, sofreu redução de R$ 9,2 bilhões em 2009, segundo estimativas da Confederação Nacional de Municípios. Desta forma, o volume disponível para investimentos fechou o ano em R$ 67,6 bilhões.

Do montante, R$ 5 bilhões vieram da União. Mesmo com a redução, o valor foi 9,2% superior ao acumulado em 2008, de R$ 61,9 bilhões. Já a previsão para 2010 é que ele chegue a R$ 83,8 bilhões.

Por conta da Emenda Constitucional 53, de 2006, a União deixa de contribuir com valores fixos e passa a repassar 10% do valor do que estados e municípios repassam - serão R$ 76,2 bilhões este ano, e a União vai repassar R$ 7,6 bilhões. Até então, a União repassava R$ 4,5 bilhões.

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22/02/2010 08:19:00

Graduação no exterior: o que pesa antes de tomar a decisão?

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Dentre as vantagens de se fazer um curso de graduação no exterior, estão a experiência internacional, a aquisição de fluência em uma ou mais línguas estrangeiras, a possibilidade de ter um curso de qualidade no currículo, além do fato do mercado receber melhor o profissional que teve oportunidade de estudar em outro país.

Por outro lado, segundo alerta da presidente da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), empresa especializada em educação internacional, Maura Leão, antes de optar por um curso de graduação no exterior, é preciso se informar sobre o processo de validação do diploma no Brasil e pensar nos custos envolvidos para se manter lá fora.

“As pessoas precisam obter o máximo de informações antes de tomar esta decisão. Afinal, os custos envolvidos são altos e nem sempre, dependendo do país, é possível trabalhar para se manter possuindo um visto de estudante”, diz.

Ainda de acordo com Maura, a maioria das universidades procuradas por brasileiros em outros países é paga, sendo que, normalmente, é preciso pagar o semestre ou o valor anual do curso de uma só vez. Contudo, diz ela, boa parte das instituições possui programas de bolsas, especialmente para quem tem alguma habilidade em esportes.

O que é exigido?

Embora haja variações conforme o país ou a universidade escolhidos, no geral, para ser admitido em uma graduação no exterior, o candidato deve realizar uma prova de conhecimentos gerais, que irá verificar os conhecimentos adquiridos durante o Ensino Médio.

Além disso, na maioria dos casos, são exigidos exames de proficiência na língua do país no qual se pretende estudar e comprovação do término do Ensino Médio.

Números

Entre os anos de 2008 e 2009, o número de brasileiros que decidiram fazer um curso de graduação nos Estados Unidos, por exemplo, cresceu 15,7%, o que fez o Brasil pular do 17º para o 13º lugar no ranking de países que mais mandam universitários ao país.

Na Austrália, outro destino bastante procurado por brasileiros, também houve um aumento significativo, 20% em um ano.

A França seguiu pelo mesmo caminho e nos últimos seis anos registrou alta de 78% no número de brasileiros que vão cursar uma universidade no país, segundo dados divulgados pela Belta.

Quem tiver interesse em saber mais sobre oportunidades de cursos de graduação no exterior pode visitar a Expo Belta 2010, que acontecerá em São Paulo nos dias 20 e 21 de março, no Centro de Convenções Frei Caneca.
 

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17/02/2010 08:00:00

7 dicas de como ter uma gestão financeira eficaz

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Uma observação mais aprofundada sobre o mercado corporativo nos permite constatar que grande parte das empresas de pequeno e médio porte não se utiliza de ferramentas apropriadas para uma boa gestão financeira. Na maioria dos casos, essas companhias são gerenciadas por ações diárias, sem que se pare um pouco para pensar nos caminhos estratégicos e na avaliação do negócio com o objetivo de maximizar a geração de caixa e o valor da empresa. Fábio Cornibert, da CFN Consultoria, dá dicas de como ter uma gestão eficaz das finanças. Se levadas a sério pelos administradores e sócios, trarão segundo o consultor, uma melhora na rentabilidade da empresa, na geração de caixa e no valor da empresa.

1ª - Planejamento Estratégico

O primeiro passo para uma boa gestão financeira é a empresa definir com clareza sua missão e objetivos estratégicos. Com base nesses documentos, a empresa deve elaborar anualmente um Planejamento Estratégico de 5 anos, em que os administradores poderão avaliar e definir seus caminhos estratégicos para o crescimento e melhora de rentabilidade. O plano estratégico deve ser transformado em números e aprovado por todos os sócios conjuntamente.

2ª - Plano Tático

Desenhado o plano estratégico, a direção da empresa deve elaborar um Plano Tático (orçamento) para o próximo ano. Para isso, é preciso quantificar esse plano, transformando-o em um orçamento mensal de receitas e despesas, bem como fazer uma projeção do Balanço Patrimonial da empresa, a fim de se estabelecer as melhores formas de financiar as necessidades de capital de giro.

Examinando as projeções financeiras, a direção da empresa pode avaliar se o desempenho previsto está alinhado com as metas gerais e com as expectativas dos investidores. Por meio de demonstrações financeiras projetadas, é possível avaliar as diversas alternativas de investimento e de crescimento, além de analisar ações de melhoria de rentabilidade e de geração de caixa. Avaliar as melhores e mais econômicas formas de financiamento, procurando sempre as linhas de crédito que sejam compatíveis com a geração de caixa futura da empresa, é ponto-chave para o sucesso nesta etapa.

Estudar a estratégia de preços e as melhores ações mercadológicas e decidir sobre projetos de melhoria de rentabilidade de cada produto também são itens críticos neste momento.

3ª - Apresentação do orçamento para o ano seguinte

Após toda essa avaliação, a direção deve apresentar o orçamento para o ano seguinte aos sócios, que por sua vez deverão avaliar as alternativas analisadas e aprovar a que julgarem ser a melhor opção. O passo seguinte é então definir os objetivos financeiros e não financeiros e estabelecer um plano de metas e de remuneração variável dos executivos da empresa com base nas metas aprovadas.

4ª - Acompanhamento mensal e ações corretivas

Para que a direção da companhia possa acompanhar se os resultados reais estão de acordo com o planejado, é importante acompanhar mensalmente os números da empresa com regularidade, de modo que o fechamento seja logo nos primeiros dias do mês subseqüente. Os executivos devem analisar os resultados mensais comparando-os com os previstos no orçamento e, em caso de desvio, propor ações de correção. É essencial que os resultados comparados com o orçamento, as análises e os planos de correção sejam apresentados aos sócios mensalmente e os planos de correção aprovados.

5ª - Avaliação da rentabilidade

Outro ponto crucial é que a Administração avalie pelo menos duas vezes ao ano a rentabilidade dos produtos, dos canais de vendas, dos vendedores e clientes. Não são raros os casos em que a companhia observa que produtos, vendedores e clientes estão dando prejuízo.

6ª - Contas a pagar/receber e níveis de inventário

È ainda fundamental avaliar mensalmente as contas a receber do Balanço Patrimonial, a fim de saber como estão se comportando os pagamentos dos clientes e se não há atraso. Os níveis de inventário também precisam ser avaliados trimestralmente para que seja possível detectar algum excesso ou itens sem uso. Ações deverão sempre ser propostas e apresentadas aos sócios para aprovação. A Administração deve também solicitar à contabilidade a reconciliação das contas do Balanço Patrimonial pelo menos a cada trimestre, a fim de avaliar se todas as contas a receber e a pagar estão devidamente contabilizadas e documentadas.

7ª - Gestão do Caixa e de Empréstimos

Outra área que demanda atenção especial é a gestão do caixa e de empréstimos. Em toda a decisão de investimentos, em que a empresa terá que recorrer a empréstimos, os executivos devem sempre procurar adequar o pagamento das parcelas dos empréstimos e juros de acordo com o fluxo de caixa do projeto. A recomendação é nunca comprometer mais de 25% do Lucro Operacional no pagamento de juros. A empresa também deve ter um caixa suficiente para tempos difíceis. Nesse caso, a recomendação é que a empresa mantenha em caixa e/ou investido em papéis/fundos de liquidez imediata algo em torno a 50% da venda de um mês.
 

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15/02/2010 11:00:00

ProUni - Resultado da pré-seleção sai no sábado e o prazo par

13/02/2010 - O resultado da pré-seleção da primeira etapa de inscrições ao Programa Universidade para Todos (ProUni) estará disponível a partir das 6h (horário de Brasília) deste sábado, 13. Para saber se foi incluído, o candidato deve acessar a página do ProUni e informar o seu número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e seu número no Cadastro de Pessoa Física (CPF).

Os 148.327 estudantes pré-selecionados têm prazo de 17 a 26 de fevereiro para comparecer à instituição de ensino e comprovar as informações declaradas na inscrição.

Nesse processo seletivo são ofertadas 165 mil bolsas de estudo, sendo 86 mil integrais e 79 mil parciais (50% da mensalidade). Os estudantes que não foram pré-selecionados terão uma segunda oportunidade e poderão se inscrever na segunda etapa de inscrições, que será de 4 a 7 de março.

Assessoria de Imprensa da Sesu

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15/01/2010 08:00:00

Celular abre espaço no ensino a distância

Cenário: Depois do computador, cursos empresariais começam a ganhar versões para aparelhos móveis

Em uma sala de aula da Universidade Federal de Pernambuco, o professor Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) recebe uma pergunta de um aluno que chega por meio do Twitter no celular. A resposta do professor é então "twittada" por esse mesmo aluno para o estudante que estava fora da sala de aula. Em se tratando de um professor do Cesar, incubadora de empresas ligadas à inovação, essa não é uma típica sala de aula universitária, mas a tecnologia não está longe de alcançar o ensino tradicional e até descriminalizar o uso do celular nas escolas.

Antes de chegar às salas de aula, o celular começa a se firmar como uma importante ferramenta de treinamento no mundo empresarial, como uma extensão do canal tradicional de e-learning, realizado por meio do computador. No ano passado, o mercado de produtos para e-learning nos Estados Unidos atingiu US$ 16,7 bilhões e a demanda vem crescendo em torno de 7,4%, podendo chegar a US$ 23,8 bilhões em 2014, segundo a consultoria Gartner. Não há dados para o mercado brasileiro nessa área, medido apenas pelo crescimento das empresas que fornecem treinamento. Desde sua criação em 2005, a Ciatech, de São Paulo, dobrou o faturamento ano a ano, alcançando R$ 16,5 milhões em 2009. Recentemente, três empresas cariocas do setor - EduWeb, QuickMind e Milestone - uniram-se na Affero, que teve receita conjunta de R$ 20 milhões no ano passado. A webAula, de Belo Horizonte, cresceu 100% nos últimos dois anos, com receita de R$ 10,7 milhões e 130 clientes.

O crescimento da internet móvel e a diversidade de opções de dispositivos como telefones inteligentes, netbooks, "tablets" e leitores eletrônicos de livros colocam a mobilidade como o próximo passo do e-learning. Por enquanto, há mais projetos do que efetivamente treinamentos disponíveis no celular. O banco Votorantim prevê a oferta de cursos neste ano e o banco Itaú, que iniciou testes em 2009, estuda a implantação do modelo.

O treinamento no celular é interativo e voltado tanto para a força de vendas remota quanto para funcionários dos escritórios fora de seu ambiente de trabalho. Os treinamentos focam em pílulas de conhecimento, geralmente uma revisão do que foi aprendido de forma presencial e no computador. "Os textos não podem ser maiores que aqueles do Twitter. É interessante também oferecer pequenos vídeos de curta duração que chamam a atenção do aluno", comenta Márcia Naves, superintendente da Universidade Corporativa do grupo Fiat.

A unidade de treinamento do banco Votorantim vai oferecer neste ano cursos que serão acessados por 9 mil funcionários e cuja evolução natural será uma versão para celular. O banco oferece informações sobre produtos e serviços e autodesenvolvimento (acordo ortográfico, controle de finanças, comunicação escrita etc). "Para o celular, a ideia é oferecer treinamentos de 15 a 30 minutos na área de vendas consultivas e financiamento de veículos, por exemplo, em que é possível passar informações complementares rapidamente, já que a maioria dos vendedores conta com telefones inteligentes", afirma o gerente de treinamento Paulo Audician. O banco planeja desenvolver de quatro a seis cursos para computador por mês durante 2010 com duração de uma a duas horas. "A aceitação do treinamento no computador já é muito boa, tanto que a demanda é maior do que a equipe é capaz de desenvolver. O celular será uma nova oportunidade de mídia, um novo canal para receber esse treinamento executivo", di z Audician.

O grupo Fiat iniciou incursões pelo e-learning em 2009 quando registrou 105 mil acessos a cursos voltados a recursos humanos e vendas. "Todos os treinamentos são desenhados com visão de futuro, ou seja, tanto para plataforma web quanto para dispositivos móveis", afirma Márcia Naves. Na sua visão, o treinamento no celular serve para consultas rápidas e pode ser muito enriquecido com recursos de vídeo, que chamam a atenção do aluno. No grupo, toda a parte de treinamento em simuladores de algumas peças e sistemas, como o GPS (Global Positioning System), é oferecido via computador.

No lançamento do carro Cinquecento, em outubro do ano passado, o treinamento para toda a equipe foi transmitida de forma presencial, mas os procedimentos da parte teórica foram virtuais, por meio do e-learning. Antes da Fiat, Márcia trabalhou em uma operadora de telefonia móvel, onde formatou um curso de atualização dos gerentes de lojas acessado pelo celular. "Com isso, os gerentes se atualizaram rapidamente sobre as novas configurações dos produtos que as lojas estavam recebendo em todo o país. Um curso assim seria impossível na forma presencial", diz a executiva. A Universidade Corporativa da Fiat fornece esse serviço para outros clientes, fora do grupo, que já demandam treinamento via celular.

Fornecedores de sistemas de e-learning como a Ciatech, de São Paulo, a Affero, do Rio de Janeiro, e a webAula, de Belo Horizonte, vislumbram um novo mercado na plataforma móvel. Alex Augusto, executivo-chefe da Ciatech, que iniciou a oferta de cursos para dispositivos móveis no ano passado, avalia que a demanda por esse tipo de treinamento representa menos de 5%. "A ferramenta tecnológica encarregada de automatizar e gerenciar os eventos de treinamento à distância, a LMS Atena, permite acesso às informações independentemente de o usuário realizar o curso no computador ou por meio do celular", diz Augusto.

Segundo Marici Soares Becherer, superintendente de educação corporativa do banco Itaú, o treinamento no computador não pode passar de 50 minutos. No celular, a ideia é oferecer apenas lembretes para reforço dos cursos no computador. No ano passado, o banco ofereceu um curso de formação de gestores, com diversos módulos, incluindo vídeos, que os funcionários podiam acessar tanto do computador quanto pelo celular. O e-learning é bastante popular no banco, que conta com 510 cursos ativos e recebe em média 40 mil inscrições mensais.

De acordo com Alex Augusto, da Ciatech, a procura por treinamento móvel vem principalmente de empresas que precisam formar muita gente ao mesmo tempo. "Trata-se de um modelo muito eficaz para equipes de vendas que estão constantemente em campo e que não estão em frente ao computador o dia todo. Além disso, o curso se alinha com a convergência, ou seja, num único equipamento o usuário é treinado, pode falar, acessar seus e-mails, tratar de assuntos do escritório", destaca.

Um dos grandes desafios é tornar o treinamento atraente para quem passa muito tempo no computador. "Até pouco tempo, o e-learning era muito chato, com alto índice de abandono antes de sua etapa final", diz Augusto. Isso mudou com os recursos interativos. Em 2000, a Ciatech ampliou seu quadro de funcionários com roteiristas de TV e de cinema e jornalistas para desenvolver cursos mais lúdicos e interativos. Uma das experiências de ensino móvel desenvolvido pela Ciatech foi para o grupo Telefónica, da Espanha. A empresa criou um curso sobre as novas regras de trânsito para taxistas de Madri, que acessaram o treinamento por meio de um aparelho da Palm. A tecnologia móvel foi complemento de um projeto maior, que envolveu também o curso no computador.

A Affero começa 2010 com uma carteira de 120 clientes e conteúdo focado em plataforma móvel. Empresas das áreas farmacêutica, de consumo, varejo e telecomunicações, que necessitam de recursos de mobilidade para treinar profissionais, são segmentos que já demandam o serviço. "O mercado móvel não representou mais de R$ 1 milhão em 2009, mas a demanda tende a crescer muito nos próximos anos", afirma o sócio diretor da Affero, Daniel Orlean.

A webAula, de Belo Horizonte, estendeu seus cursos do ambiente fixo para o móvel. A empresa lançou o webAula Mobile, que permite aos alunos que fazem treinamento no computador acessar fóruns e biblioteca de conteúdos no celular.

Fora do meio empresarial, conteúdo disponível para capacitação é escasso

Ainda há poucas opções de cursos disponíveis no celular para assinantes não corporativos. A Vivo iniciou no ano passado a oferta do Kantoo English, um curso de inglês desenvolvido pela empresa israelense La Mark. O serviço é cobrado semanalmente, ao custo de R$ 3,99, e dá direito a cerca de 250 exercícios interativos, 3,1 mil frases, 2,6 mil arquivos de áudio, 1,2 mil palavras de vocabulário, 800 imagens, além de comunidade de relacionamento e jogos em inglês e está disponível para 33 modelos de aparelhos.

O principal diferencial é a possibilidade de o assinante do serviço praticar tanto a fala quanto a escrita e a leitura do inglês por meio de sessões curtas, de alguns minutos, na hora e no local que o usuário quiser. Para estimular o uso da plataforma, o usuário é isento do custo com downloads e tráfego desses dados, pagando somente a assinatura semanal. Além do ensino de inglês a operadora planeja desenvolver outras aplicações de cursos via telefone celular, como espanhol, francês, ensino de microinformática e até alfabetização.

O presidente da Vivo, Roberto Lima, enfatiza que a operadora aposta em iniciativas que integram educação e mobilidade, principalmente com a rede 3G. Recentemente a operadora firmou uma parceria com a Ericsson e o Projeto Saúde & Alegria, em Belterra, no interior do Pará. Mais de 20 mil pessoas distribuídas nas 175 comunidades de Belterra e região que fazem parte do trabalho da ONG Saúde & Alegria se beneficiarão de aplicativos de mobile saúde e mobile educação, conectadas por meio de banda larga. Na etapa inicial 15 comunidades receberão kits de energia para recarga de celulares cedidos para produção de conteúdos que serão publicados na internet.

Outra iniciativa da Vivo para levar o telefone celular para a sala de aula é a plataforma Ning, um portal para discussão e troca de ideias (http://vivoeduca.ning.com) com cerca de 1,7 mil pessoas que discutem novas maneiras de utilizar a tecnologia móvel na educação. O projeto resultou no seminário "A Sociedade em Rede e a Educação". O conteúdo do evento foi transmitido ao vivo pelo celular no ano passado. (ALM)

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14/01/2010 08:00:00

EAD: desafios e aprendizagens de um Projeto Piloto

Professores de uma escola de Natal participam do módulo à distância do Curso de Formação de Professores em Consumo Consciente e Sustentabilidade Ambiental

Em uma sexta-feira de sol forte em Natal, capital do Rio Grande do Norte, a coordenadora pedagógica e a diretora da Escola Estadual Dióscoro Vale reuniram mais de quinze professores para iniciarem, juntos, o Curso de Formação de Professores em Consumo Consciente no modelo de Ensino à Distância (EAD). Apesar de parecer estranho ter um encontro presencial como parte de um curso cujo princípio é ser à distância, esses professores resolveram iniciar o primeiro módulo juntos, para superar as dificuldades e se ajudar no que lhes parecia um grande desafio.

“Tem que desbloquear pop up”. “É preciso acessar inicialmente o Módulo 1, se vocês tentarem entrar direto nos outros módulos não será possível”. Frases como essas revelavam as dificuldades da era digital, que foram sendo ultrapassadas sem muitos dilemas pelos professores. Eles contaram com a ajuda da Camila Melo, coordenadora do Projeto de Educação para o Consumo Consciente e Sustentabilidade Ambiental, realizado pelo Instituto Akatu em parceria com a HP Brasil.

A Escola Dióscoro Vale fica na periferia de Natal e foi escolhida pela Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Norte para participar do Projeto piloto na modalidade Ensino à Distância. A sala de informática tem 10 computadores conectados à internet e em bom estado.

No Brasil, o Ensino à Distância tem conquistado espaço. Segundo a Associação Brasileira de Educação à Distância, em 2000, 13 cursos superiores reuniram 1.758 alunos. Em 2008, havia 1.752 cursos de graduação e pós-graduação latu sensu com 786.718 matriculados. A modalidade utiliza ambientes virtuais, chats, fóruns e e-mails para unir professores e turmas.

“O EAD ainda é um desafio, e não só para o Akatu. No Brasil, estamos em uma fase experimental desse tipo de ensino e aprendizagem”, acredita Camila Melo, coordenadora do Projeto. O Akatu desenhou este projeto focando na interatividade e na colaboração entre os professores participantes. Segundo Camila, no modelo à distância fica difícil estabelecer vínculos profundos entre as pessoas, pois cada professor trabalha no seu computador. A construção via internet de um Projeto Temático para ser desenvolvido transdisciplinarmente com os alunos parece trabalho mais complexo de que fazer isso presencialmente. “Por outro lado, os professores podem, na plataforma do Curso, ter acesso a conteúdos complementares em quantidade maior do que os professores que participam do Curso presencial”, afirma a coordenadora.

Vencendo as dificuldades do EAD
“Desde que a Secretaria de Educação nos convidou para participar, ficamos encantadas. Já desenvolvemos projetos na área ambiental, mas nunca fizemos um projeto cujo foco é a conscientização para o consumo consciente”, conta Vanusa de Medeiros Araújo, coordenadora pedagógica da Escola Dióscoro Vale. Segundo ela, a maior dificuldade em Natal para a efetividade do Projeto é que alguns professores não têm computador. “Mas, como a escola tem um bom laboratório, resolvemos abrir para os professores usarem aqui. Tivemos uma primeira sensibilização com os consultores do Akatu e todos gostaram muito”, conta. “Agora queremos muito ver o rosto dos alunos no ano que vem, quando puderem utilizar o livro feito para os jovens e participar de um Projeto tão importante”, afirma Vanusa.

Para Camila Melo, apesar das dificuldades inerentes ao modelo à distância, “diferentemente do modelo presencial, temos um grande potencial de dar escala ao Projeto com este formato”.

Na teoria e na prática
Pablo de Araújo, professor de Geografia, afirma que já tinha ouvido falar sobre consumo consciente. “Para mim, consumo consciente é uma troca: você usufrui para o seu próprio bem-estar, mas também pensa em preservar os recursos naturais e não destruir o planeta. É você poder, ao consumir, escolher pelo equilíbrio, ajudando a gerar impactos mais positivos do que negativos”.

A seu modo, Pablo definiu o que para ele é consumo consciente e acrescentou: “a Geografia permite trabalhar com muitos temas que estão na mídia, e por isso os alunos podem se apropriar com mais facilidade. O consumo consciente e o meio ambiente serão temas de muita aderência na teoria e na prática dos alunos”.

Para Pablo, o curso é “fácil pelo fato de ser à distância. Já fiz outros assim e acho muito bom”. Ele acredita que a vantagem de fazer este curso à distância é poder trocar experiências e reflexões regionais com outros professores, de outras escolas que participam do Projeto no Brasil. “Isso se dá por meio dos fóruns na plataforma oferecida pelo Akatu, que é complementar ao curso”, argumenta. Segundo ele, a plataforma oferece um conteúdo interessante, “simples de entender e com tudo muito envolvente”.Meire Gomes Sardinha é professora de matemática e acredita que consumo consciente e matemática têm muita relação. “Os temas conversam. Podemos tratar dos impactos do consumo, da quantidade de lixo que geramos, mostrar porcentagens de consumo de água”, explica.

Ela diz que quer repensar seus hábitos de consumo e, de alguma maneira, melhorar a sociedade. “Assim, praticando aquilo que penso e falo, quero ser uma multiplicadora para meus alunos”, afirma Meire. “Eu, os professores e toda a equipe pedagógica temos a responsabilidade de formar indivíduos mais conscientes para o futuro, e o Akatu vai nos ajudar a plantar uma semente para um mundo melhor”, acredita.

Como estão as outras escolas
Em Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Natal (RN) e Porto Alegre (RS), o Akatu já encerrou as atividades de Formação dos Professores nas Escolas que participam do Modelo Presencial. Em Boa Vista (RO), por conta de uma greve na escola, as atividades serão finalizadas no começo de dezembro. Veja aqui a primeira reportagem publicada sobre o Projeto.

Faz parte do Projeto a definição, por parte dos professores participantes, de um Projeto Temático que será trabalhado com os alunos em 2010. Nas escolas do Modelo Presencial, os temas escolhidos foram: em Cuiabá, “Qualidade de Vida e Consumo Consciente”, em Natal, “Água”; em Porto Alegre, “Pobreza, desigualdade e consumismo” e em Minas Gerais o tema geral é “Sustentabilidade”, e o sub-tema é “Ter e Ser: consumo e consciência, qual a diferença?”.

O Livro do Aluno e o material de apoio ao professor serão instrumentos de trabalho permanentes durante a execução do Projeto Temático. Os professores das Escolas que participam do Modelo Semipresencial já tiveram um primeiro encontro e continuarão participando dos Fóruns e discussões na Plataforma até a segunda quinzena de dezembro.
 

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13/01/2010 08:00:00

Aplicando 5S na Vida Pessoal

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustăo. Doze meses dăo para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovaçăo e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente."

(Carlos Drummond de Andrade)

Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.

Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.

Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir sobre os últimos doze meses, repensar sobre os objetivos e metas traçadas, e recomeçar a luta e a caminhada.

Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 S”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “s”: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.

Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, constituindo-se na base para uma rotina diária eficiente.

Praticar os 5S significa:

- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.

A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da companhia. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.

Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer uma pequena revolução pessoal?

Aplique Seiri em sua casa e em escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer a frase: “Acho que um dia vou precisar disto...”, descarte o objeto em questão, pois você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca a vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que acalentará o frio de uma pessoa carente. Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que contribuirão com a educação de uma criança ou um jovem universitário. Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.

Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone...). Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” quando da busca por um objeto ou informação.

Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.

Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.

Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!
 

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23/12/2009 08:00:00

Tire suas dúvidas: saiba tudo sobre o FIES

O Programa de Financiamento Estudantil - FIES é destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

Criado em 1999 para substituir Programa de Crédito Educativo – PCE/CREDUC, o FIES tem registrado uma participação cada vez maior das Instituições de Ensino Superior – IES e dos estudantes do país. Em 2007 foram 1.046 mantenedoras, 1.459 I.E.S, 2.080 campi em todo Brasil. Desde 1999 já são mais de 500 mil estudantes beneficiados, com uma aplicação de recursos da ordem de R$ 4,6 bilhões entre contratações e renovações semestrais dos financiamentos desde a criação do programa.

A partir de 2005, o FIES passou a conceder financiamento também aos bolsistas parciais, beneficiados com bolsa de 50%, do PROUNI – Programa Universidade para Todos. Apenas para este público já foram realizadas mais de 4,6 mil contratações.

Atualmente, a ordem de prioridade para concessão do FIES é a seguinte:
• Bolsistas parciais de 50% do ProUni - Programa Universidade para Todos, seja de bolsas oferecidas obrigatoriamente como adicionalmente.
• Estudantes beneficiários de bolsas complementares matriculados em cursos considerados prioritários.
• Estudantes beneficiários de bolsas complementares matriculados nos demais cursos.
• Estudantes matriculados em instituições de educação superior que tenham aderido ao ProUni.
• Demais estudantes matriculados em Instituições de Ensino Superior que não tenham aderido ao ProUni.

Caracterizam-se como Bolsas complementares as bolsas parciais de 25% oferecidas adicionalmente àquelas previstas nos termos de adesão ao ProUni.

O FIES é um dos programas do Governo que apresenta o maior padrão tecnológico. Praticamente todas as operações do processo seletivo, iniciando-se pela adesão das instituições de ensino, passando pela inscrição dos estudantes e divulgação dos resultados e entrevistas são realizadas pela Internet.

Esta modernidade representa comodidade e facilidade para todos os seus participantes. Isso além de garantir a confiabilidade e transparência a todo o processo, o que vai ao encontro da missão da CAIXA de dar maior efetividade às políticas públicas do Governo Federal.

Os critérios de seleção, impessoais e objetivos, têm como premissa atender à população com efetividade, destinando e distribuindo os recursos de forma justa e igualitária, garantindo a prioridade no atendimento aos estudantes de situação econômica menos privilegiada.

Esta iniciativa do Governo Brasileiro é mais um passo importante para a democratização do acesso à educação de qualidade, a fim de propiciar ao maior número possível de estudantes a permanência e a conclusão do ensino superior, contribuindo na formação dos líderes que conduzirão o futuro deste país.
 

Estou prestando o vestibular, posso me candidatar ao FIES?
Não. A legislação do FIES só permite a inscrição de estudantes regularmente matriculados nas instituições de ensino superior cadastradas no programa de financiamento.

Obs. Segundo o diretor do FIES, Aurélio Hauschild, já há um estudo para ampliar o benefício para os vestibulandos. No entanto esta decisão não será tomada em um curto espaço de tempo.

Quem pode participar do FIES?
Todos os estudantes regularmente matriculados nas IES cadastradas do programa e que não tenham participado do CREDUC (Programa de Crédito Educativo) ou do próprio FIES (Programa de Financiamento Estudantil).

Quais cursos podem ser financiados pelo FIES?
Na verdade, está decisão fica sob a responsabilidade das próprias instituições de ensino superior. No ato do cadastramento no FIES, as IES definem quais são os cursos que estarão aptos a receber os financiamentos federais. Estes cursos têm de estar com a avaliação positiva do MEC (Ministério da Educação).

Obs. Contudo, o diretor do programa de financiamento do governo federal, Aurélio Hauschild, afirma que em todos estes anos nunca teve conhecimento de alguma universidade que tenha limitado os cursos.

Um estudante já graduado em um curso superior, pode participar do FIES para o curso atual?
Pode, desde que na sua primeira graduação ele não tenha utilizado os recursos do CREDUC (Programa de Crédito Educativo) ou do FIES (Programa de Financiamento Estudantil). Porém o processo de seleção privilegia os estudantes sem curso superior.

Como eu posso fazer a minha inscrição no FIES?
Os candidatos ao financiamento do governo federal poderão se inscrever nos sites da CEF (Caixa Econômica Federal), www.caixa.gov.br, e do MEC, www.mec.gov.br. Depois de preencher o cadastro eletrônico, os estudantes deverão imprimir o protocolo em duas vias e entregá-las na própria IES para a validação da inscrição.

Obs. De acordo com a legislação do FIES, todas as instituições de ensino superior participantes do programa são obrigadas a disponibilizar os equipamentos necessários para que os alunos possam efetuar suas inscrições.

Não sei se a minha IES é cadastrada no FIES, como eu posso descobrir isso?
A relação completa de IES cadastradas no programa está disponível no site do MEC

Como eu posso confirmar se a minha inscrição foi validada?
A partir do dia 4 de outubro, os sites do MEC e da Caixa divulgarão a lista das inscrições validadas. Os candidatos que efetuaram a inscrição e não tiverem os nomes relacionados, deverão entrar com um recurso junto a IES. A lista definitiva será publicada no dia 10 de outubro.

Qual é o critério de seleção utilizado no FIES?
A classificação dos candidatos é feita com base na fórmula Ic = (RB x M x DC x P x CS) / GF na qual:
- Ic é o índice de classificação
- RB é renda bruta mensal familiar
- M é moradia (própria = 1; não própria = 0,6)
- DC é doença crônica (existe no grupo familiar = 0,8; não existente = 1)
- P é faculdades pagas (outro membro do grupo familiar paga faculdade = 0,8; somente o candidato paga faculdade = 1)
- CS é curso superior (candidato tem curso superior completo = 3; candidato que não tem curso superior completo = 1)
- GF é grupo familiar (número de membros do grupo familiar, incluindo o candidato)

Os candidatos com o menor Ic serão selecionados para as entrevistas com a Comissão Permanente de Seleção e Acompanhamento. O resultado da seleção será divulgado no dia 15 de outubro.

Fui convocado para a entrevista, quais são os documentos que eu tenho de levar?
Os candidatos selecionados para a entrevista com a Comissão Permanente de Seleção e Acompanhamento deverão levar os seguintes documentos:

- Carteira de Identidade e CPF próprios (caso os candidatos sejam menor de 21 anos, é necessária a apresentação dos documentos de identidade dos demais integrantes do grupo familiar)
- Comprovante das condições de moradia, quando não própria (última prestação ou aluguel pagos, conforme o caso)
- Comprovante de matrícula de outro membro do grupo familiar em IES paga, se for o caso
- Atestado médico comprobatório, se existirem gastos com doenças crônicas no grupo familiar
- Comprovante de rendimentos do estudante e dos integrantes de seu grupo familiar
- Outros documentos que a Comissão Permanente de Seleção e Acompanhamento julgar necessário

Quanto eu posso financiar com o FIES?
Os candidatos poderão financiar até 70% do valor da mensalidade escolar. Este percentual poderá ser reduzido de acordo com as necessidades dos estudantes.

Obs. Uma vez acertado o valor do financiamento, este não poderá ser aumentado. Por exemplo, se um candidato optar por um financiamento de 50% ele não poderá aumentar este valor.

Qual é a taxa de juros do FIES?
Desde a criação do programa, em 1999, a taxa de juros é de 9% ao ano, mas agora é de 3,5% aa.

Quanto tempo eu tenho para pagar o FIES?
Os estudantes aprovados no FIES têm até uma vez e meia o período que ficaram financiados para quitar a sua dívida com a Caixa Econômica Federal. Ou seja, um estudante que passou quatro anos no programa, terá até seis anos para pagar a conta.

Como eu pago o FIES?
O programa de financiamento estudantil do governo federal está dividido em três partes distintas:

1ª) Durante o curso - enquanto o estudante está na universidade, ele paga ao FIES somente uma taxa trimestral de juros que não pode ultrapassar o valor de R$ 50,00

2ª) Depois de formado - nos primeiros doze meses após a conclusão do curso, o estudante pagará ao FIES a mesma quantia que pagava à IES. Por exemplo, um estudante que tinha um financiamento de 70% e pagava 30% para a instituição de ensino superior, passará a pagar esta quantia para o FIES.

3ª) Formado - Passado este primeiro ano, o estudante terá de pagar todo o valor restante do financiamento. Esse montante poderá ser pago em até uma vez e meia o período pelo qual o aluno ficou financiado.

O que são os aditamentos? Eu tenho que fazer?
O aditamento é a renovação semestral do contrato de financiamento. Ele pode ser feito de forma simplificada, com a assinatura do termo de anuência na própria IES, ou não simplificada, quando houver a necessidade de efetuar alguma alteração no contrato.
O aditamento dos contratos é obrigatória e os estudantes que não fizerem terão o contrato automaticamente cancelados.

Se eu trancar a minha matrícula, o que acontece?
O estudante poderá solicitar a suspensão do FIES (exceto no semestre de ingresso no financiamento) uma única vez, pelo prazo máximo de um ano. Caso esse prazo tenha se esgotado e o contrato não for renovado, o aluno passará diretamente para a terceira fase de pagamentos do programa.

Eu perco o FIES se pedir transferência de curso ou de instituição?
O FIES permite a mudança de curso uma única vez, desde que o pedido seja realizado num período inferior a 18 meses do início do financiamento. No caso de transferência de IES, desde que a nova instituição também esteja inscrita no FIES, não há nenhum problema.

Eu posso perder o FIES?
Todos os estudantes estão sujeitos a uma série de regras do financiamento estudantil. O descumprimento de alguma delas poderá resultar no encerramento do Fies. Entre as regras do FIES estão:

- a não obtenção de aproveitamento acadêmico de no mínimo 75% das disciplinas cursadas no último semestre financiado
- a constatação de inidoneidade ou falsidade de informação prestada pelo estudante ou seu(s) fiador(es)
- esgotamento dos prazos definidos de inscrição, apresentação de documentos e pagamento de parcelas
- segunda mudança de curso durante a vigência do financiamento


E se eu perder o FIES?
Você passa para a terceira fase de pagamento, ou seja, passa a pagar o valor do financiamento.

Como eu faço para pedir o encerramento do FIES?
O estudante pode solicitar o encerramento do FIES a qualquer momento, desde que não seja no primeiro semestre de financiamento. Com isso, passa imediatamente a pagar o valor do financiamento, que pode ser parcelado em até uma vez e meia o período que foi financiado.
 

O FIES exige que eu esteja matriculado na IES. Terei de pagar as primeiras mensalidades até que o financiamento seja liberado?
Enquanto o resultado final do FIES não é divulgado, todos os candidatos deverão pagar regularmente o valor das mensalidades nas IES. O financiamento estudantil é retroativo aos meses em que acontece o processo seletivo do programa, ou seja se o candidato for aprovado, a verba liberada cobrirá os percentuais das mensalidades já vencidas. Como o valor já foi pago, o aluno poderá solicitar a restituição do valor ou o abatimento de parcelas futuras
 

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21/12/2009 13:33:00

A escolha da profissão: qual carreira seguir?

Assustados, confusos, indecisos. É assim que muitos jovens se sentem na hora de escolher sua profissão, às vésperas das inscrições para os vestibulares. Aquela certeza desde pequeno do que se vai ser quando crescer não rolou. Surge o medo de não dar certo. E a angústia aperta mais diante do variado leque de alternativas de curso superior. São mais de 150 e, a cada dia, surgem novas opções de carreiras e de oportunidades de trabalho. O que fazer? Esse turbilhão de dúvidas não deve ser encarado como um problema grave. Especialistas garantem que a insegurança diante da escolha profissional é um sintoma saudável e produtivo. Com vários caminhos abertos à sua frente, o indeciso tem maiores chances de escolher melhor do que quem apóia sua certeza em fantasias. Por isso, recomenda-se que essa fase da vida seja enfrentada com tranqüilidade pelos jovens e sua família. Afinal, toda decisão pressupõe incertezas e uma dose de risco. E esse é o primeiro grande desafio do jovem diante do novo e do desconhecido.
 

1. POR QUE ESSA FASE É TÃO COMPLICADA?

Como escolher qual vestibular prestar entre mais de 200 opções? essa avalanche de alternativas pode dar um verdadeiro nó na cabeça dos jovens, que não sabem por onde começar a escolha, gerando angústia, medo e ansiedade, mas esse turbilhão de dúvidas não deve ser encarado como um problema grave. Especialistas garantem que a insegurança diante da escolha profissional é um sintoma saudável e produtivo. Com vários caminhos abertos à sua frente, o indeciso tem maiores chances de escolher melhor do que quem apóia sua certeza em fantasias. Por isso, recomenda-se que essa fase da vida seja enfrentada com tranqüilidade pelos jovens e sua família. Afinal, toda decisão pressupõe incertezas e uma dose de risco. E esse é o primeiro grande desafio do jovem diante do novo e do desconhecido.


2. O QUE É IMPORTANTE NA HORA DE ESCOLHER A CARREIRA?

Se informar, planejar a longo prazo e não temer uma guinada no futuro que não significa fracasso nem frustração, mas sim a aceitação de desafios que a vida vai trazendo. Escolher uma profissão representa esboçar um projeto de vida, questionar valores, as habilidades, o que se gosta de fazer, a qualidade de vida que se pretende ter.

3. QUAL A RELAÇÃO ENTRE A ESCOLHA DA PROFISSÃO E A DO CURSO?

A escolha profissional não é necessariamente definitiva. Novos caminhos vão surgir durante a faculdade, o mercado de trabalho pode exigir adaptações ou uma grande guinada na carreira. "O curso deve ser encarado como a escolha de uma plataforma, um alicerce para a construção da vida profissional". É comum encontrar engenheiros trabalhando na área de finanças, arquitetos se dedicando à área comercial, economistas cuidando de marketing. A mudança não significa fracasso nem frustração, mas sim a aceitação de desafios que a vida vai trazendo.

4. QUAIS AS SUGESTÕES PARA FAZER A ESCOLHA DA CARREIRA?

1º O autoconhecimento é muito importante para que se conheça verdadeiramente qual é a motivação interior, coisas como: características pessoais que você tem que ajudam no seu relacionamento interpessoal como: disposição, bom humor…, suas habilidades, as metas que você deseja alcançar com sua profissão, quais as atividades que lhe dão prazer e do outro as que você tem que fazer por obrigação, quais os fatores que mais pesam na sua escolha profissional: influência da família, mercado de trabalho, questão financeira,etc…;

2º Namore a profissão antes de se casar com ela, Dedique algum tempo às profissões que lhe interessam. Envolva-se por um tempo com uma delas.Faça de conta que você já escolheu. Como se sente? Visite o curso. Freqüente aulas, mesmo sem entender. Visite a biblioteca; converse com quem está fazendo o curso. Leia manuais e revistas especializadas em profissões. Navegue na internet, Peça permissão para acompanhar profissionais para sentir como é o dia-a-dia e veja se a profissão lhe aborrece ou não.

Quanto maior a percepção que a pessoa tiver do seu meio ambiente, do mercado de trabalho, das necessidades sociais, políticas e econômicas do momento atual, maior será a possibilidades de "insights" e de reflexões que poderá fazer a respeito do tipo de resposta, de escolha profissional que ela mesma poderá dar neste contexto.


5. QUAIS OS FATORES QUE MAIS PESAM NA ESCOLHA PROFISSIONAL?
Salário, afinidade, Status, qualidade de vida, satisfação pessoal, sendo que cada pessoa atribui um peso diferente a cada um desses critérios.


6. ALÉM DA VARIEDADE DE CARREIRAS, HÁ A DIFICULDADE DE SE ESCOLHER O FORMATO DA FACULDADE?
Sim, Entre as graduações, existem licenciaturas, bacharelados e ainda os cursos de tecnologia, mais focados, detalhistas e que visam o mercado em curto prazo. "Os bacharelados desenvolvem uma visão mais ampla e preparam para a gestão", com o alerta que as oportunidades para os tecnólogos ainda são restritas, mas estão em crescimento. No caso de áreas voltadas à tecnologia da informação, os profissionais já são muito bem aceitos pelo mercado.
Outra diferença é que nos cursos de tecnologia há mais aulas práticas, enquanto no formato tradicional de graduação a carga teórica é maior, especialmente nas áreas de ciências humanas.


7. QUAIS AS ARMADILHAS NA HORA DA ESCOLHA DA CARREIRA?

1º A percepção do mercado de trabalho também pode influenciar na escolha da carreira e da trajetória profissional. Os cursos da moda, normalmente relacionados às tendências imediatas de mercado, conquistam muitos dos indecisos, Quem não leva em conta sua afinidade com uma carreira ao fazer uma escolha fatalmente desistirá dela quando a oferta de trabalho cair;
2º Cuidado deve ser redobrado em carreiras com um campo de atuação restrito e que não possibilitam ao estudante mudar facilmente de área de trabalho, como oceanografia, odontologia, design de games e telecomunicações. No fim da década de 90, a expectativa de um mercado de trabalho promissor na área de telecomunicações levou à ampliação de vários cursos, como engenharia de telecomunicações, que agora não conseguem preencher todas as vagas. Há trabalho para profissionais de nível técnico e de manutenção, mas poucas vagas para cargos de direção e gerência.
3º Acreditar que cursar uma boa faculdade vai livrá-lo do desemprego e assegurar o sucesso profissional. Uma boa escola pode até abrir portas no início da carreira, mas vale lembrar que existem muitos profissionais em altos cargos nas empresas que não vieram de cursos de primeira linha. Para os especialistas em recursos humanos, o sucesso numa profissão depende de 30% de conhecimento e 70% de atitude.
4º Gostar de uma matéria escolar é um bom sinal, mas também pode ser uma armadilha, pois as profissões são mais complexas que as matérias do colégio.


8. DEPOIS DE DECIDIDA A CARREIRA É NECESSÁRIO ESCOLHER ONDE PRESTAR O VESTIBULAR, COMO FAZER ESSA ESCOLHA?
Uma forma de se orientar é consultar as avaliações do MEC (Ministério da Educação), como o IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição), que analisa a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, As instituições são classificadas em faixas que vão de um a cinco, em 2008 somente 1% de todas no brasil conseguiram nota máxima, como o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), de São José dos Campos, a Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), a Ebef (Escola Brasileira de Economia e Finanças), do Rio de Janeiro, e a FGV (Escola de Administração de Empresas), de São Paulo.
No PI todas foram igual ou abaixo de 3 o que é considerado insatisfatório para o MEC, tivemos inclusive uma que ficou em antepenúltima em todo o país.
Outro é o Conceito Preliminar de Curso (CPC) entre os 7,3 mil avaliados. Esse indicador reúne a nota do Enade, o IDD, Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (índice que mostra o quanto a instituição agrega ao aluno) e uma análise sobre a titulação dos professores e a infraestrutura, entre outros itens.
Em 2008 houve duas mudanças metodológicas no cálculo dos conceitos. O Conceito Enade passa a considerar a penas o desempenho dos alunos concluintes, enquanto o CPC – indicador que continua a usar a nota dos ingressantes – alterou os pesos dos componentes considerados em seu cálculo. Neste ano, o IDD contribui com 30% na composição do CPC, a média dos ingressantes contribui entra com 15%, assim como a dos concluintes, a proporção de professores com doutorado compõe 20% do conceito, e as demais variáveis entram com 5% cada: proporção de professores com mestrado, professores com regime de trabalho parcial ou integral, avaliação positiva dos alunos quanto a infra-estrutura do curso e avaliação positiva dos alunos quanto à organização didático-pedagógica.

9. QUAIS SÃO AS PROFISSÕES MAIS PROMISSORAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS?
As áreas de tecnologia da informação e comunicação, agronegócio, educação, administração e entretenimento são algumas das apontadas como mais promissoras hoje em dia. Mas fique de olho também nas profissões que dão acesso aos chamados empregos verdes, aqueles relacionados às novas tecnologias ambientais, à educação para preservação da natureza e ao consumo consciente, enfim, trabalhos ligados à sustentabilidade.
"Também não podemos deixar de destacar a possível ampliação na área de engenharia de petróleo, onde há poucos profissionais especializados e um aumento de oportunidades em vista com [a descoberta das reservas óleo na camada] pré-sal", afirma.
O setor de educação está entre os que mais geram postos de trabalho, tendo como indicador especial o aumento de oportunidades para professores universitários - é uma via de mão dupla, pois, se a cada dia cresce o número de instituições de ensino superior, por consequência sobe o número de vagas no setor.
Ainda aponta o aumento de oportunidades para os formados nos cursos de tecnologia em gestão de pessoas e gestão ambiental.
Outra área muito promissora é a da saúde, pois como a expectativa de vida aumentou, aumentaram os gastos com assistência médica, remédios e pesquisas para a cura e combate as doenças.
O Brasil possui um forte potencial turístico o que gera muitas oportunidades para profissionais do turismo e da gastronomia.
Haverá mais consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual dos profissionais, estendendo o período de formação. As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina são especialmente promissoras.

Em relação à qualidade de vida, 26% dos respondentes afirmaram que as pessoas a buscarão mais, demandando serviços que facilitem suas vidas e tragam comodidade. O crescimento da web como meio de compra deve alavancar os serviços na internet.

Sobre a sustentabilidade, 18% dos participantes disseram que o conceito ganhará força, justificando a atuação de profissionais na área. Haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo, seja na fase de descarte ou mesmo na redução da poluição.

"Essas tendências não atuarão de forma isolada e, sim, interdependente. Isto significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras", afirmou o professor da FIA (Fundação Instituto de Administração), James Wright.


10. QUAL O PERFIL DO PROFISSIONAL DO SÉCULO XXI?
O mercado tem mudado em várias de suas características: quanto ao tamanho, distribuição geográfica, surgimento, diminuição ou até mesmo desaparecimento de algumas profissões, caracterização do vínculo empregatício, entre outras. Diante desse cenário, tornam-se inerentes a necessidade de adaptação e a absorção de novas competências (conhecimentos, habilidades e experiências). Não obstante, a capacidade de percepção e flexibilização também surgem como fatores-chave na hora da contratação.
E como deve ser o profissional do século XXI?
Bem, ele deve possuir muitas características, entre elas, empreendedorismo, resiliência, pró-atividade, liderança energizadora, percepção, comunicação, persuasão, assertividade, criatividade, cultura, humanismo. Todas elas têm sido muito requisitadas pelas empresas
Afinal, os profissionais devem saber um pouco de tudo ou aprofundar-se num único assunto?
Depende do momento em que esse profissional se encontra. No entanto, num mundo globalizado e de mudanças rápidas, com conexões e competências cada vez mais complexas, é impossível adotar uma ou outra visão polarizada. Um bom exemplo disso é que muitas organizações contratam profissionais oriundos da área de exatas para atividades financeiras ou administrativas, enquanto outras trazem profissionais das áreas de humanas ou artes para atuar junto a grupos altamente técnicos.
 

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17/12/2009 15:30:00

Técnicas de memorização para estudantes

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Todas nossas ações e pensamentos nada mais são que fruto da memória, são apenas lembranças. Aprendemos a andar e depois o fazemos porque memorizamos seu mecanismo. A nossa comunicação depende da memória, pois, repetimos sons que fazem sentido e têm algum significado para nós. Normalmente, utilizamos muito pouco da nossa capacidade de memorização. Mas podemos, através de métodos simples e eficazes, aumentar grandemente nosso poder de memorização, e como isso é importante na vida do estudante. Quantas vezes você, caro leitor, foi mal numa prova ou até reprovou em alguma disciplina, apenas porque se esqueceu de uma fórmula matemática, ou de algum dado geográfico, ou, ainda, datas e acontecimentos históricos.


De agora em diante, você vai enterrar de vez o infortúnio do esquecimento, aquilo que for importante será lembrado, através das técnicas que veremos a seguir. O estudo regular e o uso constante das técnicas aqui apresentadas trarão a você segurança e sucesso nas provas.

1. COMO FUNCIONA A MEMÓRIA HUMANA E QUAIS SÃO SEUS MECANISMOS?

Analisando a memória quanto ao tempo de armazenamento das informações, pode-se classificá-la em memória sensorial, memória de curto prazo e memória de longo prazo.

A criação de uma memória começa com sua percepção: o registro de informações durante a percepção ocorre no breve estágio sensorial, que geralmente dura somente uma fração de segundo. É sua memória sensorial que permite que uma percepção como um padrão visual, um som ou um toque permaneçam por um breve momento após a estimulação haver terminado.
Uma vez que nós decidimos qual informação para assistir, nós usamos um processo chamado Reconhecimento de Padrão para transferir informação do armazenamento sensorial para a memória de curto prazo.
Após isso as informações importantes são gradualmente transferidas de sua memória de curto prazo para sua memória de longo prazo, que são armazenadas em dois tipos; episódico e semântico. O primeiro tipo é memória de episódico, ou um registro de experiências de vida pessoais e eventos. Informação em memória episódica é associada com um lugar e/ou tempo particular. O segundo tipo de memória é memória semântica, ou informação que não é associado com um tempo particular ou lugar. Memória semântica inclui conhecimento nós temos sobre palavras, idioma, e símbolos; os significados deles/delas; relações entre eles; e regras por usar e os manipular.. Quanto mais a informação for repetida ou utilizada, maior a probabilidade de ela acabar na memória de longo prazo, ou de ser "guardada". É por isso que estudar ajuda as pessoas a terem um melhor desempenho nas provas. As pessoas tendem a armazenar mais facilmente assuntos dos quais já saibam alguma coisa, pois a informação tem mais significado para elas e pode ser mentalmente conectada a informações relacionadas que já estão armazenadas em sua memória de longo prazo. É por isso que alguém que tem uma memória média pode conseguir lembrar de muitas informações sobre um determinado assunto, afirma o Profº Wilson Carvalho.
Mecanismos da memória

O profº Wilson Carvalho diz que ainda não se conhece definitivamente o mecanismo, ou os mecanismos, pelo qual o cérebro adquire, armazena e evoca as informações.
Não obstante, alguns modelos são propostos para explicar essa função do cérebro humano.
O primeiro dos modelos propostos, tem como base a atividade elétrica cerebral. Assim, a informação seria guardada em circuitos elétricos, ditos reverberantes obtida pela existência de conexões neuronais recorrentes, ou seja, ramificações da célula nervosa (neurônio) que voltam ao seu próprio corpo, reestimulando-a. É possível que esse mecanismo esteja presente na manutenção das informações nas memórias de trabalho e de curto prazo.

O segundo modelo baseia-se na produção de substâncias químicas que conteriam um código relacionado às informações. Esse modelo supõe que os neurônios possam sintetizar ARN (ácido ribonucléico) e que esta substância conteria um código da memória da mesma forma que o ADN (ácido desoxirribonucléico) contém a codificação genética. Embora se tenha verificado aumento da síntese de ARN em fases de aprendizado, atualmente acredita-se que essa síntese seja responsável mais pelo funcionamento celular que pela criação de um código químico, de forma a ter-se relegado a um segundo plano essa hipótese.

O terceiro modelo pressupõe a alteração das conexões entre os neurônios, sendo denominado modelo conexionista.
A transmissão do impulso nervoso é feita no ponto de encontro dessas ramificações com a célula alvo, ponto esse denominado sinapse. Haveria alteração da função sináptica criando novos circuitos neuronais e seriam esses circuitos que codificam as informações. Esse modelo tornou-se bastante plausível depois que se comprovou, experimentalmente, o aumento da resposta sináptica com a aplicação de estímulos repetitivos. Assim, acredita-se que o substrato da memória é o aumento da função sináptica (hipertrofia) ou a criação de novas sinapses. Esse modelo é bastante interessante, pois, além de esclarecer como são guardadas as informações, permite explicar, também, a atenuação das lembranças, fenômeno conhecido por todos e que seria devido à diminuição da função sináptica causada pelo desuso.

2. QUAL É A CAPACIDADE DA MEMÓRIA?
A memória de curto prazo tem uma capacidade um pouco limitada - ela pode manter sete itens, por não mais de 20 ou 30 segundos por vez. Você pode conseguir aumentar bastante essa capacidade utilizando diversas estratégias de memorização. Por exemplo, um número de dez dígitos como 8005840392 pode ser demais para sua memória de curto prazo manter. Mas, dividido em partes, como um número de telefone, 800-584-0392 pode ficar de verdade em sua memória de curto prazo tempo suficiente para você discar o telefone. Da mesma forma, repetindo o número para si mesmo, é possível manter o relógio da memória de curto prazo reinicializando.
Diferentemente das memórias sensoriais e de curto prazo, que são limitadas e se desfazem rapidamente, a memória de longo prazo pode armazenar quantidades ilimitadas de informações.


3. QUAIS FATORES AFETAM DIRETAMENTE A MEMÓRIA?
O cérebro humano está sujeito a estímulos externos através dos sentidos, a estímulos internos advindos do organismo e a estímulos de ordem emocional.
O interesse pessoal sobre determinado assunto faz com que certas pessoas possam quase que decorar informações com uma única e simples leitura. É de conhecimento geral que quanto maior o interesse mais facilmente se aprende.
A vivência de fatos com alta carga emocional, faz com que os mesmos permaneçam para sempre na memória. São os chamados fatos marcantes na vida de uma pessoa que, mesmo ocorrendo uma única vez, não são jamais esquecidos.
Por outro lado, as preocupações com os problemas diários, a ansiedade e, em muitos casos, a depressão, são fatores que turvam a atenção e, como conseqüência, impedem a retenção de informações novas, gerando a impressão de que a “memória está falhando”.
Esses fatores normalmente não afetam diretamente a memória mas sim a atenção e a concentração. No entanto, quando muito intensos podem provocar alterações temporárias da memória. É o caso dos conhecidos “brancos” que ocorrem em situações de ansiedade intensa. A maioria das pessoas com problema de esquecimento, na realidade nada tem de errado com sua memória, mas sim com os mecanismos que levam a informação até a memória.

4. PORQUE OCORREM OS FAMOSOS “BRANCOS” DURANTE AS PROVAS?
Segundo o profº Wilson Carvalho são as preocupações com os problemas diários, a ansiedade e, em muitos casos, a depressão, são fatores que turvam a atenção e, como conseqüência, impedem a retenção de informações novas, gerando a impressão de que a “memória está falhando”.
Esses fatores normalmente não afetam diretamente a memória, mas sim a atenção e a concentração afirma o professor. No entanto, quando muito intensos podem provocar alterações temporárias da memória. É o caso dos conhecidos “brancos” que ocorrem em situações de ansiedade intensa.


5. A QUE ESTÁ ASSOCIADA A PERDA DE MEMÓRIA?

 Distúrbios de ordem psicológica;
 Má alimentação;
 Diminuição da função sináptica (ociosidade intelectual);
 Alcoolismo

6. QUAIS AS DOENÇAS ASSOCIADAS À MEMÓRIA?

É bom lembrar que o déficit de memória associado à idade, que não é doença, é diferente da perda de memória que caracteriza a síndrome demencial, uma doença que prejudica o indivíduo a tal ponto que ele não consegue mais manter as funções social, pessoal e profissional.
doença de Alzheimer, que se caracteriza por acentuada perda de memória acompanhada de graves manifestações psicológicas como, por exemplo, a alienação.
As amnésias são sempre causadas por agressões ao cérebro que podem ter caráter transitório ou permanente, sendo algumas delas destacadas a seguir.
Síndrome de Korsakoff. Essa doença foi descrita como decorrência de alcoolismo crônico, podendo, no entanto, decorrer de outras causas. A amnésia é o sintoma predominante nessa síndrome, sendo caracteristicamente do tipo anterógrado.

7. É POSSIVEL TREINAR A MEMÓRIA? COMO?

Uma memória exata e retentiva é a base de todo sucesso comercial. Em última análise, todo o nosso conhecimento baseia-se na memória. Platão disse isto desta maneira. “Todo conhecimento não passa de lembrança”. Cícero também afirmou que a memória é o tesouro e a guardiã de todas as coisas”. Um bom exemplo deve bastar por enquanto você não conseguiria ler este artigo neste momento, se não se lembrasse dos sons das 23 letras do alfabeto. De fato, se perdêssemos a memória por completo, precisaríamos começar a aprender tudo de novo, como se fôssemos recém-nascidos. Não saberíamos como nos vestir, barbear ou maquilar, como dirigir carro ou quando usar a faca ou o garfo, etc.
Veja só, todas as coisas que atribuímos ao hábito devem ser creditadas à memória. Hábito é memória. A mnemônica, que em sua maior parte compõe-se de uma memória treinada, não é algo novo ou estranho. Na verdade, a palavra “mnemônica” origina-se do nome da deusa grega Mnemósina. Já na antiga civilização grega utilizavam-se sistemas de memória. O fato estranho é que os sistemas de memória treinada não são conhecidos e aplicados pela maioria das pessoas. Os que descobriram o segredo da mnemônica na memória tem-se surpreendido não só com sua tremenda capacidade de lembrar, mas também com os louvores que receberam de parentes e amigos.

• Há um mundo de diferença entre ver e observar. Quero falar sobre a observação porque é uma das coisas importantes para treinar a memória, por exemplo Que luz está acesa no topo do sinal de trânsito? E a vermelha ou a verde? Provavelmente, seu primeiro pensamento é que esta é uma pergunta fácil de responder. Entretanto, coloque-se nesta posição, você está em um show de perguntas que paga muito dinheiro pelas respostas corretas. E preciso responder esta aqui da maneira certa, para ganhar o premio principal. Agora diga, que luz está na parte de cima, a verde ou a vermelha?

• A outra, e a mais fundamental, é a associação. É impossível lembrarmos de algo que não observamos. Depois que observamos uma coisa, seja pela visão ou pela audição, é necessário associá-la na mente a algo que já conhecemos ou do qual nos lembramos, para não nos esquecermos dela. A associação, com referência à memória, significa simplesmente o processo de conectar ou ligar duas (ou mais coisas) entre si. Qualquer coisa que você consegue, ou conseguiu, lembrar deve-se apenas ao fato de tê-la inconscientemente associado a algo mais. Pode desenhar de memória algo que se assemelha ao mapa da Europa? E quanto ao Japão, China ou Tcheco-eslováquia? Provavelmente não consegue desenhar nenhum deles. Se eu tivesse mencionado a Itália, 90 por cento dos leitores imediatamente mentalizariam uma bota. Não é isso mesmo? Se o fez, se desenhou uma bota, terá o contorno aproximado do mapa da Itália. Os sistemas e métodos de como aplicar os princípios e as idéias de simples associações conscientes para lembrar-se de qualquer coisa.

• A pergunta que as pessoas me fazem com mais frequencia é a seguinte: “Não confunde lembrar muito? Minha resposta é “Não!”( Não existe limite para a capacidade da memória Lúcio Cipião era capaz de recordar-se do nome de cada habitante de Roma; Círo podia chamar cada soldado do seu exército pelo nome; enquanto Sêneca tinha capacidade de memorizar e repetir duas mil palavras após ouvi-las uma única vez. Creio que quanto mais lembramos, mais podemos lembrar. Sob muitos aspectos, a memória é como um músculo. É preciso exercitá-lo e desenvolvê-lo, a fim de dar-lhe uso e trabalho adequados. O mesmo ocorre com a memória. A diferença é que podemos exercitá-lo ao máximo ou ate atrofiá-lo mas não fazemos o mesmo com a memória.

• Por favor, lembre-se de que não existe memória fraca! Isto talvez seja um choque para quem durante anos usou a memória supostamente “fraca” como desculpa. Mas, repito, não existe má memória. Há apenas aquela treinada ou não. Quase toda memória destreinada é unilateral, Ou seja, as pessoas que se lembram de nomes e rostos esquecem-se de números de telefone e as que gravam números de telefone não conseguem, de jeito nenhum, recordar os nomes das pessoas com quem desejam falar. Este é o aspecto maravilhoso do nosso sistema. Após usar o método de modo consciente por um tempo, ele se tornará automático e você quase começará a pô-lo em prática subconscientemente!

TESTE Método mnemônico de ligação.

Quero mostrar-lhe agora que pode começar a lembrar imediatamente como jamais fez antes.
Não acredito que alguém com uma memória destreinada consiga recordar-se de 10 itens sem associação, em seqüência, após ouvi-los ou vê-los apenas uma vez. Muito embora você não acredite ainda na afirmação seguinte, realizará exatamente isto, se ler e este capítulo.
Antes de abordar a memorização real, devo explicar que memória será baseada quase
inteiramente em quadros ou imagens mentais. Iremos relembrar com facilidade estes quadros mentais, se os tornarmos ridículos ao máximo. Eis aqui os 10 objetos que será capaz de memorizar em seqüência, em um tempo surpreendentemente curto. carpete, papel, garrafa, cama, peixe, cadeira, janela, telefone, cigarro, caneta.

Um homem famoso disse certa vez quero método é a mãe da memória.) Portanto, vou
ensinar agora o que chamo de método mnemônico de ligação. Já expliquei antes que a memória treinada consistirá principalmente de imagens mentais ridículas. Então vamos tornar assim as imagens mentais dos 20 objetos acima! Não fique alarmado! Isso é brincadeira de criança. Na verdade, é quase como um jogo.
A primeira coisa que precisa fazer é formar na mente uma imagem do primeiro item, carpete”. Todas as pessoas sabem o que é um carpete então simplesmente veja isso com os olhos da mente. Não visualize apenas a palavra “carpete’, mas de fato, por um segundo, imagine também qualquer carpete ou um que esteja em sua casa e, portanto, lhe seja familiar. Já falei sobre a necessidade de haver algum tipo de associação a algo que já conheça ou de que se lembra, a fim de recordar-se de qualquer coisa. Fará isto agora, e os objetos em si serão as coisas das quais já se lembra. O que
conhece ou do qual se lembra agora é o item “carpete”. O elemento novo, aquele que deseja memorizar, será o segundo objeto, “papel”. Então aqui está a primeira e mais importante etapa rumo a papel. A associação deve ser a mais ridícula possível. Por à memória treinada. Agora precisa associar ou ligar carpete exemplo, você poderia imaginar que o carpete de sua casa é feito de papel. Veja a si próprio caminhando sobre ele e realmente ouvindo-o amarrotar sob seus pés. Pode visualizar- se escrevendo algo em um carpete, ao invés de um papel. Ambas as sugestões são associações ou imagens ridículas. Uma folha de papel pousada sobre um carpete não daria uma boa associação. E lógica demais! A imagem mental precisa ser ridícula ou ilógica. Aceite a minha
palavra para o fato de que se sua associação for lógica, não irá lembrar-se dela.
Agora, eis aqui o ponto do qual o farei recordar-se durante todo o livro. Deve realmente
ver esta imagem absurda na mente durante uma fração de segundo. Por favor, não tente apenas mentalizar as palavras, mas definitivamente veja a imagem pela qual se decidiu. Feche os olhos por um segundo. A principio, isso talvez facilite a visualização da cena. Assim que o fizer, pare de pensar no assunto e prossiga para a próxima etapa. Aquilo que já conhece ou do qual lembra-se agora é papel’ e, portanto, o próximo passo é associar ou ligar o papel ao objeto seguinte na lista, que é garrafa’. Neste momento, não preste mais atenção ao termo carpete”. Crie uma imagem mental ridícula inteiramente nova com, ou entre,garrafa e papel. Poderia ver a si próprio lendo uma garrafa gigantesca, ao invés de um papel, ou escrevendo em uma garrafa imensa e não no papel.
Poderia também mentalizar uma garrafa feita de papel e não de vidro. Escolha a associação que você julga ser mais ridícula veja com os olhos da mente por um momento. Não posso deixar de acentuar em demasia a necessidade de realmente visualizar a imagem e torná-la a mais ridícula possível. Entretanto, você não vai parar e pensar durante 15 minutos até achar a associação mais ilógica. A primeira que lhe vier à cabeça costuma ser a melhor para se usar.
Apresentarei duas ou mais formas pelas quais poderia construir as imagens com cada par dos 10 objetos. Vai escolher aquela acredita ser a mais absurda ou a que pensou sobre si mesmo e utilizar apenas essa associação. Já ligamos carpete a papel e depois papel a garrafa. agora passemos ao próximo objeto, que é cama”. Precisa fizer uma associação ridícula entre garrafa e cama. Uma garrafa posta sobre a cama ou algo semelhante seria lógico demais. Portanto, deve mentalizar-se dormindo em uma grande garrafa, não na cama, ou tomando um trago de bebida da cama, ao invés da garrafa. (Posso ficar bastante ridículo.) Veja cada uma destas cenas na mente por um momento, depois pare de pensar nela.
Naturalmente, você compreende que estamos sempre associando o objeto prévio ao atual. Já que acabamos de usar a cama”, este é o elemento prévio, a coisa que já conhecemos ou da qual nos recordamos. O objeto atual, a coisa nova que queremos memorizar, é peixe”. Portanto, crie uma associação ou ligação ridícula entre cama e peixe.
Podia ver” um peixe gigante dormindo na sua cama ou uma cama formato de um peixe enorme. Veja a imagem que calcula ser a mais ridícula.

Agora — peixe” e cadeira’ — visualize o peixe gigantesco sentado em uma cadeira ou um grande peixe sendo utilizado como cadeira. Ou mesmo que está pescando cadeiras, ao invés de peixes.

Cadeira e janela — Visualize-se sentado na vidraça da janela (o que deve dar um bocado de trabalho), ao invés de uma cadeira. Ou pode imaginar a si mesmo jogando cadeiras com violência através de uma janela fechada. Veja a cena antes de prosseguir para o par seguinte.

Janela e telefone — Visualize-se atendendo o telefone, mas quando o leva ao ouvido não é o fone que está segurando e sim uma janela. Ou poderia mentalizar sua janela como um grande disco de telefone e que precisaria levantá-lo para olhar pela
janela. Podia imaginar-se estendendo a mão pela vidraça da janela. a fim de pegar o telefone. Veja a cena que acredita ser a mais ridícula por um momento.

Telefone e cigarro -Você está fumando um telefone, não um cigarro, ou segurando um grande cigarro junto ao ouvido e falando com ele, ao invés de fazê-lo com o telefone. Ou poderia visualizar que pega o fone e um milhão de cigarros voam pelo
bocal afora, atingindo-o no rosto.

Cigarro e caneta — Imagine um cigarro no formato de uma caneta.


É só isso! Se realmente “viu” estas imagens com os olhos da mente, não terá problema em lembrar-se dos 10 objetos,os em seqüência, desde “carpete” até “tijolo”. É lógico que leva muito mais tempo para explicar isso do que simplesmente para fazê-lo. E necessário visualizar cada associação mental apenas por uma mínima fração de segundo, antes 1 de passar para o próximo par.

Associação de Imagens
Essa técnica é extremamente poderosa, permite que você memorize números gigantes com facilidade. Vale a pena usar um pouco do seu tempo para aprender, eu lhe garanto!
Os algarismos são conceitos abstratos, que o cérebro não consegue guardar com tanta facilidade, pois é difícil criar uma associação eles. A memória é baseada em ligação entre idéias. A única forma do cérebro armazenar um nova memória é ligando-a de alguma forma a uma memória já solidificada. Essa técnica que você vai aprender faz a associação de cada número com uma imagem. Feito isso, quando você pensar no número irá lembrar-se da imagem associada a ele, e quando pensar na imagem irá se lembrar do número. O cérebro guarda imagens com facilidade, então será fácil memorizar. Pode parecer confuso agora, mas estará mais claro no final desse texto.
Cada dígito de 0 a 9 será associado com uma ou mais consoantes, segundo a tabela abaixo. As vogais não tem valor.


0 s, ç, c (suave), z
1 t, d
2 n, nh
3 m
4 r, rr
5 L
6 x, ch, j, g(suave)
7 c (seco), g (seco)
8 f, v
9 p, b


Você irá memorizar essa tabela, e quando precisar memorizar um número, irá formar uma palavra que corresponda ao número que você quer memorizar. Por exemplo: suponhamos que você queira memorizar o número 1582345. Usando a tabela, substituímos os números por consoantes:
TeLeFoNe aMaReLo.
Agora você tem uma imagem, que é muito mais fácil de se lembrar do que símbolos abstratos (os algarismos).
Mais à frente, eu irei lhe ensinar como fazer o melhor uso dessa técnica, para que você possa memorizar números fácil e rapidamente. A forma que mostrei acima funciona muito bem, mas você ainda precisa pensar um pouco para encontrar a(s) palavra(s) que servem para substituir o número em questão. Mas a base de tudo é a tabela acima, então vou lhe pedir que memorize-a antes de mais nada. Vou lhe dar uma ajudinha:


O primeiro dígito, o Zero, corresponde ao Z, e tudo mais que faz som de ssss: s, ç, c (suave). O c (suave) merece uma explicação adicional: trata-se do c encontrado nas sílabas ce e ci, que também tem som de ssss.


O dígito 1 corresponde ao t e d. Note que o dígito 1 parece com o t e o d.
O dígito 2 é representado por N e NH. Note que o N possui 2 "pernas", assim fica fácil lembrar.
O 3 é substituído pela letra M. Como no caso anterior, a letra M possui 3 "pernas".
A consoante correspondentes ao quatRo é o R, mesmo quando são dois erres.
O cinco corresponde ao L. A dica aqui é que 50 em algarismos romanos é L. O 6 tem bastante consoantes: ch, x, g (suave), j. Diga em voz alta: Xeis! ou Cheis!
O 7 Caído não parece um C???
O 8 Fará Você lembrar do F e do V. Pegue a letra F e pense como você poderia transformá-la em um 8. Conseguiu? Ou você não consegue Ver?
O 9 não parece com p e b? É só rodar as letras...
Com essa ajuda, espero que você se anime a memorizar a tabela de letras e consoantes correspondentes. Não adianta decorar, como nós fazíamos quando estávamos na escola primária... Tem que memorizar mesmo. Para isso, repita as associações que nós fizemos com os números até estar seguro de saber todos os dígitos. Depois, faça o exercício que eu vou passar: encontre palavras que substituam os números abaixo. Ao fazer isso, procure encontrar palavras que sejam substantivos concretos, algo que você pode imaginar com facilidade, pois assim é mais fácil memorizar.
432
36734
240230
57888098
23404390
92343247
65243845
456789456
890243567
23789290
90236490
Quanto mais você treinar, mais prático vai ficar nessa técnica. Logo poderá encontrar a palavra ou palavras para qualquer número com rapidez. Treine memorizando os números de telefones dos seus amigos, parentes, do supermercado, etc. Use a técnica tanto quanto você puder. Faça com que o tempo que eu gastei preparando esse texto para você tenha sido útil!!!
Com essa técnica, você já pode fazer muita coisa. Quando o número for grande, e não for possível encontrar uma única palavra para representá-lo, use várias palavras. Depois disso você vai precisar ligar as imagens em ordem, usando a técnica de Memorização de listas encadeadas. Assim, quando você pensar na primeira imagem da lista, já vai lembrar da segunda, depois da terceira, até o final, e será capaz de reconstituir o número que você memorizou.

8. EXISTE DE FATO A TAL “MEMÓRIA FOTOGRÁFICA”?

Nada mais é do que uma característica do sistema mnemônico que aparentemente encontra-se mais bem desenvolvido em alguns indivíduos. Creio que o exercício cognitivo pode vir a melhorar sensivelmente a eficiência de um circuito mnemônico. Já foi descrito na literatura que, durante o aprendizado, surgem algumas alteracoes neuroquimicas (como a liberação de RNA mensageiros, ditos c-fos, c-jun ou c-trans) e morfológicas (como brotamentos dendriticos, formação de novas sinapses e "apresentacao" de sinapses já existentes, alem de formação de novos receptores) que poderiam perenizar a informação codificada. Entretanto, não podemos descartar absolutamente a determinação genética que favoreceria a implantação desses mecanismos e circuitos nervosos.

9. O USO EXCESSIVO DO COMPUTADOR PREJUDICA A MEMÓRIA?
O primeiro passo foi transferir nossa memória para as máquinas, filmes como Fahrenheit 451, de François Truffaut, falam. Nem dos aniversários dos amigos eu lembro mais —o Orkut ou meu Palm fazem o trabalho por mim.
O segundo passo, no entanto, é mais perigoso —a perda das sinapses. Ao fazer ligações entre informações automaticamente, os computadores, a Internet e buscadores como o Google (nesta ordem; e não ao contrário) deixam a mente mais preguiçosa. Você não precisa mais saber sobre algo, mas onde procurar sobre algo. Flácidos, nossos neurônios daqui a pouco precisarão de academia.
 

10. UMA BOA ALIMENTAÇÃO PODE AJUDAR A MEMÓRIA?

fisetina — mais precisamente no morango, no pêssego, na uva, no kiwi, no tomate e na maçã. Ah, ela também está na cebola. Graças ao renomado Instituto Salk, na Califórnia, Estados Unidos, a substância vem sendo considerada fundamental para quem deseja ter boas e más lembranças,"Ela estimula a formação de conexões neuronais novas e muito mais fortes. E isso é importantíssimo para a memorização", mas outros vegetais cheios de compostos que reduzem os danos dos radicais livres no cérebro podem melhorar nossa capacidade de armazenar informações". A uva e o espinafre, de fato, obtiveram efeitos semelhantes ao suco da maçã em outras pesquisas realizadas mundo afora.
a Unifesp, chama a atenção para a colina, molécula que se encontra com fartura na gema do ovo. Ela participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas. E faz mais: "O registro de dados no hipocampo, área da massa cinzenta fundamental para a memorização, depende de um neurotransmissor chamado acetilcolina". O nome já denuncia sua principal matéria-prima: a bendita colina da gema.

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10/12/2009 14:30:00

Como planejar financeiramente a educação dos filhos

Nós brasileiros não temos a cultura de fazer um planejamento financeiro de longo prazo da educação dos nossos filhos, coisa corriqueira, por exemplo, nas famílias americanas, com isso deixamos tudo para depois e o pior, se antes, depois que nossos filhos se formavam ainda dava tempo para "juntarmos" dinheiro para nós próprios, isso hoje não é mais possivel, pois estamos preferindo ter filhos após 25 anos o que diminue o tempo para si próprio.

Pensando nisso resolvi postar aqui algumas orientações para que as futuras gerações de pais possam se planejar melhor.

 

1. PORQUE É IMPORTANTE PLANEJAR A EDUCAÇÃO DOS FILHOS?
• Porque a educação é hoje um dos maiores investimentos que os pais têm com uma criança;
• Porque os gastos com educação representam até 25% dos gastos de uma família;
• Porque é possível perceber que oferecer uma educação de qualidade aos filhos no Brasil custa caro e, portanto, o planejamento deve começar nos primeiros dias de vida da criança.

2. QUAIS OS PASSOS DE UM PLANEJAMENTO DESSE TIPO?
As despesas com educação são agrupadas em três categorias: educação formal, outros cursos e leitura, papelaria e material didático. Existem três maneiras de se pagar uma faculdade. Pode-se pagá-la antes que seu filho se matricule, enquanto ele está na faculdade ou depois da graduação. Muitas pessoas usam uma combinação das três. Pense nas opções que se pode selecionar para encaixar com estratégia de pagamento de sua família.


1º Compreender como funciona o seu bolso. “Ganhar dinheiro, você já ganha. Mas precisa saber como ele está indo embora fácil, fácil”, alerta. Além do apelo consumista da sociedade atual, o próprio brasileiro é o principal sabotador de suas finanças pessoais.
Assim, colocar numa planilha todos os gastos da família já dá, de saída, a dimensão do quanto vai ser necessário para iniciar o segundo passo: poupar. “Você pode economizar no supermercado, mudando de loja ou de marca; no posto de combustível, pedindo desconto para encher o tanque dos dois carros; nas festas de família e amigos, comprando os presentes pela metade do preço nas liquidações; negociando desconto no pagamento à vista e resistindo aos gastos não planejados, como o cafezinho na cantina, o chopp do happy hour”.
Segundo o Professor Wilson Carvalho “As pessoas precisam sair da situação de endividadas para investidores. Isso independe do quanto se ganha. Para ser um país rico, vamos ter que ter famílias ricas. Que a palavra enriquecimento entre no dia-a-dia das nossas famílias”.

2º Com todas as contas na ponta do lápis, enxugando os gastos aqui e ali e poupando algum recurso por mês, você pode começar a escolher o melhor tipo de investimento para aplicar essa quantia.

Segundo o IBGE, os brasileiros gastam 20% da sua renda com o pagamento de juros. Por isso, é fundamental pagar a maior parte das compras à vista.

“O jovem de 23 anos, é o cara dos sonhos do comércio. Até os 34 anos, ele paga a faculdade a prazo, a festa de casamento, o apartamento novo, a decoração, o nascimento do filho... Só sai das dívidas em 40 anos”


Inicialmente, a idéia de investir em um plano de previdência para uma criança pode ser considerada inusitada. Entretanto, tal prática, amplamente difundida nas mais modernas economias, tem crescido substancialmente no Brasil e vem conquistando adeptos.


3. POR QUAIS TIPOS DE INVESTIMENTO OS PAIS PODEM OPTAR?

Poupança, CDB, previdência privada-PGBL ou VGBL. Inicialmente, a idéia de investir em um plano de previdência para uma criança pode ser considerada inusitada. Entretanto, tal prática, amplamente difundida nas mais modernas economias, tem crescido substancialmente no Brasil e vem conquistando adeptos.

4. COM QUAL IDADE OS FILHOS DEIXAM DE SER DEPENDENTES?
Se a pergunta for feita para qualquer pai coruja, a resposta será sempre a mesma: nunca! Ele pode trabalhar, estar casado, com filhos, mas sempre haverá um pai e uma mãe preocupados com a hora dele chegar em casa, se está bem, em boas companhias, se come direito etc.
Agora, se o assunto for tratado pelo lado tributário, existem limites: para fins de imposto de renda, por exemplo, os filhos podem ser declarados como dependentes até os 21 anos, ou 24 anos, caso sejam estudantes universitários ou de escola técnica de 2º grau.
Quando se trata de independência financeira, no entanto, a resposta pode mudar um pouco. De acordo com especialistas em educação financeira, a partir do momento que o jovem entra na faculdade, está na hora de incentivá-lo a conquistar sua independência.


5. E OS PAIS ACIMA DOS 35 ANOS QUE NÃO ACUMULARAM O SUFICIENTE, DEVEM PRIORIZAR A FACULDADE DO SEU FILHO OU SUA PRÓPRIA APOSENTADORIA?
“A medicina não deixa mais a gente morrer. Isso para a economia é um desastre: você paga um plano de previdência durante 30 anos e passa 40 anos aposentado. É necessária uma reserva monumental”. O planejamento financeiro pessoal bem feito é uma ferramenta para todas as classes sociais.
A opção pela poupança da educação em detrimento da previdência também ocorre devido aos gastos com os filhos serem para uma necessidade mais próxima, urgente. Algumas pessoas acham mais difícil poupar para algo que está tão distante, como a velhice.
A resposta não é simples, e depende de cada um. Mas, a menos que esteja disposto a fazer um sacrifício financeiro mais elevado, poupando uma parcela maior da sua renda todos os meses, o ideal é que priorize a sua aposentadoria. Isso não significa, em absoluto, que não deva planejar a faculdade dos filhos, mas que isso deve ser feito, em conjunto ou após o planejamento da sua aposentadoria e abaixo explicaremos o porquê.

1º Como seus pais conseguiram?

Ainda que o mais lógico seja tentar alcançar objetivos mais próximos, deixando os de longo prazo para depois, em alguns casos isso não é recomendável. E a razão para isso é simples: o fato de adiar pode simplesmente inviabilizar o alcance do objetivo, quando o assunto é aposentadoria.

Provavelmente você ainda não consegue entender o motivo disso, já que seus pais nunca pensaram tanto no futuro quanto você e, mesmo com sua mãe não trabalhando, conseguiram garantir o estudo dos filhos e agora, aposentados, mantém um padrão de vida adequado. A explicação aqui é bastante simples: a demografia mudou muito nos últimos anos.

2º Vida mais longa e filhos mais tarde

Em primeiro lugar, as pessoas vivem mais. Se a expectativa de vida atual é de que os brasileiros vivam, em média, 71 anos, quando você se aposentar ela será bem maior. Isso sem falar que esta expectativa já é distorcida, no sentido em que não leva em consideração o perfil de cada pessoa.

Em outras palavras, os 71 anos mencionados acima refletem uma média nacional, mas certamente entre as pessoas com maior acesso à saúde, a expectativa de vida já é bem maior e provavelmente bastante próxima dos 80 anos. Isso hoje, mas se você está na faixa dos 35 anos, é possível que quando se aposentar ela seja ainda maior.

Na prática, isso significa que, caso se aposente com a mesma idade dos seus pais, você terá que se sustentar por um período muito mais longo de tempo, o que explica, em parte, a maior dificuldade de planejar o futuro. Mas, não é só isso. Ao contrário dos seus pais, que tiveram filhos na faixa dos 20 anos, você provavelmente esperou para ter os seus após os 30 anos, ou até mais tarde.

Portanto, quando os seus filhos forem para a faculdade, você estará próximo da aposentadoria, com pouco tempo para pensar em acúmulo para si mesmo. Já no caso dos seus pais, eles eram mais novos e, portanto, após o envio dos filhos à faculdade, ainda tinham alguns anos para tentar aumentar o patrimônio.

3º Menos recursos na aposentadoria

Outra razão pela qual a sua aposentadoria deve vir em primeiro lugar é que a Previdência Social, que antes conseguia garantir aposentadorias maiores, agora se encontra em uma situação financeira extremamente delicada, o que deve levar a novas reformas e, provavelmente, à redução dos benefícios previdenciários que você irá receber ao se aposentar.

Apesar disso, o mercado de trabalho ainda não se adaptou à nova realidade demográfica, de forma que são poucos os profissionais que conseguem se manter na ativa após os 60 anos, ou pelo menos manter o mesmo tipo de remuneração. Muitos até se mantém na ativa, mas trabalham em tempo parcial com rendimentos inferiores. O que isso significa é que, na prática, a sua aposentadoria depende exclusivamente, ou em grande parte, daquilo que você conseguir acumular.


4º Financiar estudos é relativamente mais fácil

Se, de um lado, a garantia de uma aposentadoria tranqüila depende cada vez mais dos seus esforços, o mesmo não acontece com o financiamento da faculdade dos seus filhos. Em primeiro lugar, existe a possibilidade de levantar empréstimos estudantis, que na época em que você foi para a faculdade não eram tão comuns e incentivados. Isso sem falar no fato de que as próprias faculdades oferecem bolsas e reduções para alunos que não têm condições de arcar com o pagamento do curso.

Outra alternativa cada vez mais comum é a do estudante financiar seus estudos com trabalho. Ainda que esta seja uma opção mais sacrificada, ela não é impossível de ser seguida. Muitos estudantes optam por trabalhar durante o dia, e estudar a noite, mesmo que isso signifique alongar um pouco mais o período de estudo, como forma de se auto-sustentar. A iniciativa acaba ajudando até mesmo na colocação profissional futura, visto que experiência anterior é cada vez mais um pré-requisito, mesmo entre os mais jovens.

5º Valores necessários são mais altos

Finalmente, você não pode esquecer que, enquanto a duração dos estudos do seu filho varia entre 4 e 6 anos, o mesmo não se pode dizer da sua aposentadoria. As chances de você acabar aposentado por mais de 15 anos são cada vez maiores, o que tem reflexos significativos sobre o valor a ser acumulado.

6. PARA FINALIZAR: QUAIS AS SUGESTÕES PARA EDUCAÇÃO FINANCEIRA DOS FILHOS?

O ideal é que os filhos tenham as primeiras noções de economia e planejamento em casa. A melhor maneira de fazer isso é dando o exemplo. Evitando o comportamento consumista, é possível diminuir a possibilidade de que no futuro os filhos venham a ter problemas financeiros.

SETE DICAS PARA EDUCAÇÃO FINANCEIRA DOS FILHOS

1ª Ensine claramente ao seu filho o que é necessidade e o que é desejo. Lembre-se que 70% de tudo que compramos é desejo, portanto, é onde podemos começar a economizar.
2ª Esclareça se você tem ou não o dinheiro para comprar este desejo ou aquela necessidade.
3ª Ensine ao seu filho o que é caro e o que é barato em relação a sua condição financeira.
4ª Faça com o seu filho a lista de compras do supermercado e leve-o para que ele aprenda a comprar apenas o que foi planejado.
5ª Mostre ao seu filho como é importante economizar na água, na luz, na conta de telefone e apresente os resultados da economia.
6ª Toda família deve ter um orçamento e este orçamento deve ser discutido com a participação de todos.
7ª A criação e a manutenção da mesada é um instrumento importante para o seu filho aprender a lidar com o dinheiro.
 

Um forte abraço!

Wilson Carvalho

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09/12/2009 16:07:00

Entenda todo o processo de classificação na UFPI

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QUE MEDIDAS SÃO UTILIZADAS PARA AVALIAR O DESEMPENHO DOS CANDIDATOS?

Tanto no caso do candidato que faz as provas ano a ano como no caso daquele que faz o conjunto de provas das três séries, são utilizadas as seguintes medidas:

• Nota Bruta
• Nota Padronizada

O que significam tais medidas?

Nota Bruta ( NB )
A nota bruta é o número de pontos obtidos pelo candidato na prova de uma determinada matéria. Tomemos, por exemplo, a matéria Matemática na prova referente à 1ª série. Se o candidato obtiver 6 acertos, sua nota bruta, em Matemática, será igual a 6.
NB = 6

Nota Padronizada ( NP )
No Ensino Fundamental e Médio, os professores corrigem as provas e fornecem os resultados aos seus alunos em notas que, normalmente, variam numa escala de 0 (zero) a 10 (dez). São as chamadas "notas brutas", que são facilmente entendidas por todos.
Dessa forma, se um aluno disser que tirou 10 (dez) em História, saberemos que ele acertou a prova toda. Por outro lado, se o mesmo aluno afirmar que tirou 5 (cinco) em Biologia, imaginaremos que ele acertou a metade da prova.

Entretanto, chegada a hora do PSIU, as notas brutas a que estamos acostumados cedem lugar às notas padronizadas. E aí os estudantes fazem muitas perguntas. O que é uma nota padronizada? Como se faz para calculá-la? Por que não se usam as tradicionais notas brutas no vestibular?
As duas primeiras perguntas serão respondidas mais adiante, quando da explicação sobre a avaliação do desempenho dos candidatos no PSIU. Quanto à terceira, é fácil entender que as notas atribuídas na escola servem para verificar em que pontos da matéria o aluno está bem, em que partes ele precisa de reforço, se ele pode ser promovido de uma série para outra, se deve se submeter a um processo de recuperação e, finalmente, se deve ser reprovado. Nesta situação, caso o professor venha a "dar" 6 (seis) para um aluno e 8 (oito) para outro, em nada afetará a aprovação de ambos, nem interferirá na vida dos demais alunos. Em outras palavras: a nota na escola do Ensino Fundamental e do Ensino Médio não tem sentido comparativo, já que a aprovação ou a reprovação de um estudante não interfere na vida dos seus colegas.

Mas no vestibular é diferente, pois a realidade atual impõe um sistema de comparação de notas, pois não há vagas para todos. Enquanto na escola todos podem ser aprovados, no vestibular todos podem obter a nota mínima, mas somente os de melhor desempenho (maiores notas) ocuparão as vagas oferecidas. É a forma de seleção dos mais aptos, pelo sistema do mérito intelectual.

E por que não podemos somar 8 (oito) de Matemática com o 8 (oito) de História no vestibular? Pela simples razão de que as provas não possuem o mesmo grau de dificuldade, já que, por exemplo, um 8 (oito) numa prova de Matemática que "teve" média 4 (quatro) vale mais do que um 8 (oito) numa prova de História que "teve" média 7 (sete)! Neste caso, a soma do 8 (oito) em Matemática com o 8 (oito) em História significa a mesma coisa que as seguintes somas: soma de 8 (oito) bananas com 8 (oito) laranjas! Soma de 8 (oito) centímetros com 8 (oito) polegadas! Soma de 8 (oito) litros com 8 (oito) galões! Um verdadeiro absurdo, não acham?

Para que duas ou mais parcelas sejam somadas é preciso que elas estejam numa mesma escala, isto é, que sejam mensuradas pela mesma unidade de medida.

O PSIU é um exame de natureza classificatória. Assim, o objetivo do sistema de avaliação numérica das provas é determinar a posição de um candidato em relação aos demais. Para fazer essa comparação utilizando-se as notas obtidas pelos candidatos nas diferentes provas, é necessário que se tenha a mesma unidade de medida, comum às várias provas.

A unidade de medida que oferece maiores vantagens para a comparação da posição de um candidato em relação aos outros, quando vários instrumentos de medida (provas) são utilizados, é o chamado escore-padrão.

O escore-padrão ou escore padronizado indica a quantidade de unidades de desvio-padrão. O desvio-padrão é uma medida estatística que indica a magnitude de dispersão das notas em torno da sua média. Quando as notas são concentradas em torno da média, o desvio-padrão é pequeno. Quando as notas se distanciam da média, o desvio-padrão é grande. Qual a importância do desvio padrão? Exemplifiquemos: um candidato obteve 7 na prova de Matemática, que "teve" média 4 (quatro) e 7 (sete) na prova de Física, que também "teve" média 4 (quatro). Qual o 7 (sete) que vale mais? O de Matemática ou o de Física?

Muitos dirão que os dois sete valem a mesma coisa, mas isto não é verdade. Vejamos por que. Imaginemos que na prova de Matemática, a maioria das notas esteja próxima da média (desvio padrão pequeno) enquanto que, na de Física, as notas estejam mais espalhadas em torno da média (desvio padrão grande). Nessas condições, pode-se concluir que o 7 de Matemática vale mais porque está situado acima de um maior número de notas que o de Física.


A nota padronizada é, em síntese, uma transformação da nota bruta.


COMO É FEITA A CLASSIFICAÇÃO DOS ALUNOS NA UFPI?

1º Em cada um dos três primeiros dias serão realizadas provas referentes a cada série do ensino médio, no 4º dia serão aplicadas a prova específica e a redação;

2º Para cada disciplina (e em cada série) são calculados os escores brutos dos candidatos;

3º É calculado o desvio-padrão de cada disciplina (e em cada série);

4º De posse do valor do desvio padrão são calculados os escores padronizados dos candidatos em cada disciplina (e em cada série) da seguinte forma:

Onde : EP = escore-padrão.
NBi = nota bruta obtida pelo candidato
= média das notas brutas obtidas pelos candidatos que se submeteram à mesma prova.
Sx = desvio-padrão das notas brutas da prova.

5º Para cada candidato é calculada a medida de desempenho 1(MD1) em cada disciplina:

sendo:

MD1: Média Aritmética dos Escores Padronizados das três séries, na disciplina considerada;
EP1: Escore Padronizado do candidato, na prova referente à 1ª série, na disciplina considerada;
EP2: Escore Padronizado do candidato, na prova referente à 2ª série, na disciplina considerada;
EP3: Escore Padronizado do candidato, na prova referente à 3ª série, na disciplina considerada.

6º Para cada candidato é calculada a medida de desempenho 2 (MD2) que é o escore padrão em cada disciplina da prova específica (sem a redação);

7º Se uma dada disciplina não consta na prova específica, então o valor MD1 é chamado de nota padronizada (NP), mas se essa disciplina também constar na prova específica, então, a nota padronizada referente a ela será:

8º De acordo com o grupo em que o curso escolhido se enquadra, as disciplinas tem pesos diferentes, portanto, é calculada uma nota padronizada ponderada NPP Multiplicando a NP da disciplina pelo seu peso.


TABELA DE PESOS

9º Todas as NPP’s são somadas, com exceção da redação;

10º Os candidatos que ficarem pré - classificados terão suas redações corrigidas;

11º É acrescentada a NPP da redação ao somatório do 9º passo;

12º POR FIM os candidatos são classificados em ordem decrescente do valor da soma total do 11º passo.

BOA PROVA A TODOS!

                                              Wilson Carvalho

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07/12/2009 13:30:00

Professor é convidado para o 1º Núcleo Educacionista do Piauí

Wilson Carvalho e Cristovam Buarque
Wilson Carvalho e Cristovam Buarque

O Professor Wilson Carvalho foi recebido no dia (19/10) pelo senador Cristovam Buarque (Ex governador de Brasília, Ex reitor da Unb, Ex ministro da educação, candidato a presidência da república) os dois discutiram entre outras coisas sobre a educação do País e do Piauí e o professor foi convidado pelo senador para ser presidente do 1º núcleo educacionista do estado.

O Núcleo do Piauí terá como bandeira o empreeendedorismo, já que o Piauí possui proporcionalmente o maior nº de empreendedores do Brasil, sendo que boa parte encontra-se na informalidade e também pelo professor Wilson Carvalho ser entusiasta da causa há bastante tempo.

Educacionismo é uma nova ideologia, criada pelo senador Cristovam Buarque. Consiste basicamente em colocar a educação como elemento central da transformação social, simbolizada em escola para todos e igual para ricos e pobres.

 

O Movimento Educacionista reúne homens e mulheres, de todas as idades e opções partidárias, formando uma ação da cidadania brasileira em luta para que o Brasil se transforme em uma sociedade, desenvolvida, usta, que respeita os direitos humanos e conceda oportunidades iguais para todos. Sabemos que o caminho para promover uma revolução nas prioridades governamentais e sociais da agenda nacional é colocar a educação como principal eixo do desenvolvimento. Precisamos colocar a educação em primeiro lugar, sem desculpas e subterfúgios. A educação é o caminho.

 

A luta pela educação como prioridade e como o caminho para a transformação que o Brasil necessita com urgência se articular com a luta pela garantia dos direitos humanos, dos quais a educação é parte fundamental, com a luta pela sobrevivência de nosso planeta, com a luta pela garantia de vida digna e respeito à dignidade de todas as pessoas e com a luta por emprego e saúde.

 

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07/12/2009 11:40:00

Confira o gabarito e os comentários do Enem 2009

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 foi encerrado às 18h30 (horário de Brasilia) deste domingo (6). Os gabaritos oficiais e as provas dos dois dias do exame estarão disponíveis na página do Inep a partir das 20h. Para os professores do CMA (colégio Miguel Arcanjo - Teresina-PI) o grau de dificuldade foi maior, em relação as provas do Enem que vazaram. Segundo especialistas, a prova mais difícil faz com que saia perdendo o aluno da rede pública que aprende menos conteúdo.
 

Um total de 4,1 milhões de estudantes se inscreveu para o Enem. As provas aconteceram em mais de 113 mil salas de 1.829 municípios brasileiros.

Neste ano, em vez das 63 questões de múltipla escolha, a prova passou a ter 180, além da redação. As questões, interdisciplinares, foram divididas em quatro grandes áreas do conhecimento: matemática, linguagens (português), ciências da natureza (química, física e biologia) e ciências humanas (geografia, história, filosofia e sociologia).

No sábado (5), o Enem teve questões de ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. No domingo, os estudantes tiveram que fazer uma redação, além de responder questões de linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

O Enem 2009 será utilizado integralmente ou parcialmente por dezenas de universidades e institutos de educação superior federais, além de instituições públicas estaduais e particulares, para seleção de candidatos.

ACESSEM O LINK: www.cursinhodapoli.org.br  e vejam os comentários de todas as questões do Enem 2009.

CONFIRA O GABARITO DA PROVA

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03/12/2009 13:00:00

Tire suas dúvidas sobre o Enem que ocorrerá dias 5 e 6

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SAIBA MAIS COM O PROFº WILSON CARVALHO SOBRE O ENEM 2009

1. QUAL A ORIGEM DO NOVO ENEM?

O sistema vai parecer um pouco com o americano (exceto pela diferença nas provas). Lá, os alunos fazem o teste SAT, que passa a ser o certificado nacional do tanto que aprenderam na escola. Munidos dele, apresentam-se a diferentes instituições. Estas, por sua vez, decidem se aceitam um candidato com tal ou qual pontuação.
Entendamos a lógica do vestibular. Inclui perguntas fáceis, para separar os burrinhos dos apenas meio burrinhos. E, entre os 2% mais sabidos, é preciso identificar o 1% ainda melhor, para que eles sejam aceitos nos cursos hipercompetitivos. Conseguir isso, só com perguntas difíceis. Porém, a presença de perguntas terrivelmente ardilosas ilude o ensino médio, pressionado a ensinar tudo o que pode aparecer na prova.

O resultado é uma inundação curricular. É muito mais matéria do que é razoável esperar que a vasta maioria dos alunos possa digerir. Ao contrário de países como o Japão - em que o currículo é desenhado para que todos possam entender tudo. Não há tempo para profundidade. Portanto, não há tempo para uma real educação. É decorar palavras e fórmulas, o que sabemos ser uma perversão do ensino.

Uma escola que queira simplificar arrisca-se a ver os pais retirar de lá seus pimpolhos, pois não está ensinando tudo o que pode cair na prova.

2. POR QUE HOUVE MODOFICAÇÃO NA FORMATAÇÃO DO ENEM E NÃO APENAS A PROPOSTA DE ADOTÁ-LO COMO CRITÉRIO PARA ENTRADA NAS UNIVERSIDADES?

A grande vantagem que o MEC está buscando com o novo Enem é a reformulação do currículo do ensino médio. O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas.
O Enem é o candidato mais óbvio para substituir os vestibulares tradicionais. Em que pesem alguns problemas técnicos, é uma prova que vem melhorando ao longo do tempo. Sabemos que seleciona praticamente os mesmos candidatos que um vestibular tradicional. E, ao contrário dos vestibulares, privilegia o raciocínio e o conhecimento dos conteúdos centrais que devem ser aprendidos no médio. Dispensa decoreba. Esse é o lado bom, mas também traz perigos. Se a prova ficar apartada demais dos conteúdos curriculares tradicionais, haverá o risco de que as escolas parem de ensiná-los. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Com boas razões, o MEC quer temperar o Enem com um pouco mais de currículo. O equilíbrio do tempero é crítico. Currículo de mais, volta a ser vestibular de federal. E, de menos, deixa de orientar o ensino. Além disso, para que se reduza a margem de erro, é preciso aumentar o número de perguntas, mas isso é problema menor.

3. QUAL A PRINCIPAL DIFERENÇA ENTRE O ENEM TRADICIONAL E O NOVO ENEM?

Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e sem a possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. A proposta é reformular o Enem para que o exame possa ser comparável no tempo e aborde diretamente o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além de redação. O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.

4. É VERDADE QUE AS QUESTÕES SÃO DISTRIBUIDAS EM NÍVEIS DE DIFICULDADE?

Sim, o Inep compra milhares de questões elaboradas por empresas especializadas e algumas secretarias estaduais de educação. As questões são antes aplicadas para centenas de alunos de toda parte do país. Com base no acerto desses estudantes, o Inep sabe qual questão é mais fácil ou difícil. Elas, então, são colocadas numa escala de proficiência. No caso do Enem, as questões foram pré-testadas com alunos do segundo ano do ensino médio de escolas públicas e algumas particulares e do primeiro ano de faculdade, especialmente de universidades federais.
Serão três níveis: Básico (25%), Intermediário (50%) e avançado (25%)

5. O QUE MUDOU NO MODELO DE QUESTÕES?

As questões são elaboradas com a seguinte lógica:

• Para cada área do conhecimento são exigidas competências e habilidades
• Elas são medidas numa escala de proficiência que é como se fosse uma régua em centímetros. Cada ponto da escala (ou centímetro, no exemplo da régua) funciona como um indicador do conhecimento da pessoa naquele assunto. Uma pergunta de português, por exemplo, pode avaliar se quem responde sabe estabelecer relações entre imagens, gráficos e um texto. Outra analisará se essa mesma pessoa sabe relacionar causa e conseqüência entre partes do texto.

6. O QUE SÃO AS MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA O NOVO ENEM?

É o conjunto das quatro áreas do conhecimento e as respectivas competências e habilidades exigidas em cada uma delas.

7. POR QUE FAZER O NOVO ENEM?


• Porque a média de desempenho obtida no Enem será usada para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o exame como parte da seleção, de maneira integral ou parcial;
• Porque sua nota continuará a ser critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni);
• Porque ele vai promover a certificação de jovens e adultos no ensino médio (no lugar do ENCCEJA) e, a partir do ano que vem, vai medir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.

 

8. COMO SERÃO APLICADAS AS PROVAS?

O Enem 2009 será aplicado nos dias 05 e 06 de dezembro, da seguinte forma:

• No dia 05/12/2009 (sábado): das 12h às 16h30 – Prova I: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias;
• No dia 06/12/2009 (domingo): das 12h às 17h30 – Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.

9. COMO SERÃO CALCULADAS AS NOTAS DAS PROVAS?


• O valor de uma questão varia de acordo com o seu grau de dificuldade, mas
não há ainda definição sobre o número de pontos;

• A nota não é baseada na quantidade de questões certas, mas no tipo de
questões que o candidato acertou, se foram mais difíceis, por exemplo, ele
terá mais pontos.

 

• O cálculo é baseado num modelo matemático chamado de Teoria de Resposta ao Item, em que o item corresponde a uma questão. A teoria relaciona uma ou mais habilidades com a probabilidade de a pessoa acertar a resposta.
• A prova do Enem terá cinco notas diferentes, uma para cada área do conhecimento avaliada e uma para a redação. Não haverá diferenciação dos pesos. O que pode ocorrer é que, nos processos seletivos, as instituições utilizem pesos diferenciados entre as áreas para classificar os candidatos, de acordo com os cursos pleiteados.

• No cálculo final da nota em cada área, as questões mais difíceis valem mais que as questões menos complexas.

10. COMO AS NOTAS SERÃO USADAS PARA A SELEÇÃO?

O novo Enem será a cotação do aluno na "bolsa de valores acadêmicos" ou seja, diante dos outros candidatos que aparecerem, o curso compara e decide. Um curso muito concorrido poderá escolher os melhores talentos, outros se contentarão com desempenhos mais modestos. Por exemplo: o candidato brilhante do Piauí pode entrar em medicina na USP. Em contrapartida, a UFPI poderá recrutar um aluno brilhante em São Paulo.

11. COMO ESTUDAR PARA O NOVO ENEM?


1) Mesmo com a reformulação do Enem, esse ano a prova não deve fugir
tanto dos anos anteriores. Então, faça um simulado por conta própria: pegue
as provas dos anos anteriores do Enem e faça-as;


2) Otimize seu tempo! monitore quanto tempo em média você gasta em uma
questão. Assim, você ainda pode calcular quanto tempo terá, depois de feito
todas questões, para revisar a prova.

A minha sugestão é que vocês dividam o tempo em quatro partes: tempo para resolver as questões mais obvias, tempo para as mais difíceis (aquelas que você não viu “a luz no fim do túnel” na primeira leitura), tempo para um “pente fino” (rever todas as questões feitas) e tempo para transpor as respostas para o cartão resposta.

3) A resolução da prova deve seguir a lógica do jogo de “pega varetas”: tire
primeiro as que estão soltas e só depois tente as mais difíceis. Ou seja, faça
uma primeira leitura resolvendo as questões mais óbvias, em seguida parta para
as que exigem cálculos mais complexos e uma leitura detalhada e deixe para o
fim as que você desconhece.


12. CONHEÇA A TRI, MÉTODO DE AVALIAÇÃO DO ENEM


Essa novidade tem nome estranho, chama-se Teoria de Resposta ao Item (TRI), e é o método escolhido pelo governo para avaliar o resultado do Enem. Trata-se de um sistema capaz de analisar as questões que o estudante respondeu corretamente e dar um peso específico para cada acerto.

As perguntas são divididas em grupos (fáceis, médias e difíceis). As de maior dificuldade garantem mais nota para o aluno.

O novo método tem função semelhante à do tira-teima, usado na televisão para esclarecer lances polêmicos no futebol. Nos jogos, ele permite saber com precisão o lugar de um jogador. A TRI funciona da mesma forma. “Quando contamos só o número de acertos medimos o resultado do aluno por centímetros. Na TRI você consegue medir por milímetros”


DETECTOR DE CHUTES


Na TRI a regra é clara: se o aluno chutou a resposta, a nota diminui. Como eles sabem se você acertou sem querer? Através de estatísticas. Se o aluno errou muitas perguntas fáceis, a chance de ter acertado uma difícil tentando adivinhar a alternativa certa é maior. Logo, pode ter chutado.


Três mitos sobre a TRI


>MITO 1: DEIXAR RESPOSTAS EM BRANCO
Nem pense nessa possibilidade. O chute em determinada questão pode ser detectado e causar a diminuição da nota, mas vale muito mais um acerto casual do que uma resposta em branco. “Isso é uma bobagem. Não é para deixar em branco. Se a pessoa acertar no chute, não prejudica, aumenta a nota dela”.

Ou seja, diferentemente do vestibular da UnB, por exemplo, em que questões assinaladas erradas tiram os pontos, no Enem o chute acertado e computado pela TRI apenas impede a pontuação máxima daquela questão. Meio ponto, que seja, sempre é melhor do que zero.


>MITO 2: ADIVINHAR AS PERGUNTAS MAIS DIFÍCEIS
Dissecar o Enem em busca das perguntas que garantem mais nota? Furada. Além de perder tempo valioso da prova, não é possível saber quais perguntas são realmente as difíceis.


>MITO 3: A TRI VAI DEIXAR MINHA VIDA MAIS DIFÍCIL
Não pense que sua nota irá mudar radicalmente agora. O melhor é desencanar da TRI e fazer a prova naturalmente. Segundo Tadeu da Ponte, o desempenho dos alunos é praticamente o mesmo com o novo método. Você não altera significativamente o ranking dos candidatos, você detalha melhor as notas. Com TRI ou sem TRI, o mais preparado é quem vai melhor.


13. PASSOS A SEREM SEGUIDOS PARA A ESCOLHA DO SEU CURSO E DA INSTITUIÇÃO FEDERAL


1. A partir da segunda quinzena de janeiro de 2010 o estudante poderá acessar o site do Enem e conferir a sua nota obtida nas provas.
2. Na mesma página o aluno poderá ver a lista das instituições que irão utilizar o Enem como única forma de acesso. O MEC não definiu ainda se a relação poderá ser acessada por curso.
3. Ao selecionar uma opção e informar a sua nota, o sistema irá informar, de acordo com o peso das provas estabelecido pela instituição, se o aluno possui ou não média suficiente para ingressar no curso de graduação. Essa informação poderá mudar conforme outros candidatos vão entrando no sistema e escolherem este curso com médias mais altas. Por isso, é importante que o estudante fique atento ao site.
4. Enquanto o sistema estiver no ar, será possível simular escolhas, checar notas e mudar de opção quantas vezes desejar até o fim do prazo de inscrições, que deverá durar em torno de 30 dias. O aluno poderá se inscrever em até cinco cursos de cinco instituições diferentes.
5. Ao final do prazo de inscrição, o sistema classificará os estudantes inscritos com as melhores notas por curso. Cada um será selecionado para uma graduação. A lista será em ordem decrescente, até o limite das vagas. Os aprovados receberão instruções para a matrícula. Estão programadas até cinco chamadas, mas a primeira opção é a mais importante.
 

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12/12/2008 17:38:00

Prouni encerra inscrições nesta sexta-feira

Sai até as 21h desta sexta-feira (12) o prazo para inscrever-se no Prouni, o programa de bolsas universitárias do governo federal, para 2009.

O cadastro deve ser feito pela Internet, no site do MEC (Ministério da Educação).

Tem direito a concorrer às bolsas quem fez todo o ensino médio em escola pública, prestou o Enem 2008 e teve, no mínimo, média 45.

Para o primeiro semestre de 2009, há 156.416 bolsas, 95.694 integrais e 60.722 parciais, de 50% da mensalidade.

As bolsas integrais são para estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 622,15); as parciais, para quem tem renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.245).

Inscrição

Ao efetuar sua inscrição, o candidato deverá escolher cinco opções de faculdade.

O critério de seleção será a nota no Enem.

O MEC mantém lista de cursos conveniados ao Prouni em seu site.

A primeira chamada está prevista para 17 de dezembro de 2008. Os candidatos pré-selecionados deverão procurar as faculdades, entre 5 e 30 de janeiro, para apresentar a documentação exigida para a matrícula.

As instituições poderão, ainda, aplicar prova de vestibular para a aceitar a matrícula dos bolsistas. As provas deverão ser anunciadas com antecedência de 48 horas aos candidatos.

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Em esperada e polêmica reunião, o Partido dos Trabalhadores decidiu manter a pré-candidatura de Antonio José Medeiros, mas aceita retirá-lo do páreo obedecendo o que determinar o governador Wellington Dias (PT). Na sua opinião os petistas piauienses, se não confirmarem Medeiros, votaria em quem dentre os outros pré-candidatos do blocão governista (OBS.: ESTA ENQUETE NÃO POSSUI VALOR CIENTÍFICO?

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